Na ocasião, Carlson afirmou que os bombardeios deliberados da infraestrutura civil do Irã pelos Estados Unidos são completamente inaceitáveis e constituem um crime de guerra. Ao mesmo tempo, os próprios Estados Unidos não vencem o conflito, avaliou o jornalista.
"Estamos prestes a mergulhar o mundo em uma grande depressão e na fome. Não é pânico ou histeria, é matemática. 30% dos fertilizantes do mundo, 20% da energia. Sim, é a grande depressão", disse Carlson.
Segundo o jornalista, devido a problemas com a passagem pelo estreito de Ormuz, os fertilizantes não serão suficientes não apenas para os habitantes da África, mas os próprios Estados Unidos também vão sentir a escassez desses recursos.
"E o nosso presidente, nem se passou um mês e meio desde o início do conflito, que, a propósito, não estamos vencendo porque o estreito de Ormuz não está aberto [...] ele diz que vamos usar nossas Forças Armadas para matar civis deste país que não escolheram isso e não têm nada a ver com isso", acrescentou o jornalista.
Comentando as declarações recentes do presidente Trump sobre a guerra no Irã, o jornalista Tucker Carlson destacou que zombar da religião de outros é zombar da própria ideia de fé.
Ele lembrou que toda crença parte da noção de que o ser humano não controla o universo nem cria a vida, apenas reconhece seus limites diante dela. Carlson concluiu que nenhum líder, especialmente um presidente, deve ridicularizar o islã ou qualquer outra fé.
Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel começaram a atacar alvos no Irã, incluindo Teerã, com destruições e mortes de civis relatadas. O Irã está realizando ataques retaliatórios contra o território israelense, bem como contra instalações militares dos EUA na região do Oriente Médio.
O início da operação militar foi explicado por Washington e Tel Aviv como um ataque preventivo e supostamente pela presença de ameaças de Teerã por causa de seu programa nuclear. No entanto, agora eles não escondem que gostariam de ver uma mudança de poder no Irã.