"Estamos no meio de negociações muito intensas", disse Trump, segundo relato de um correspondente da Fox News que falou com o presidente.
Dessa forma, Trump não deu uma resposta conclusiva sobre como está o clima para ataques generalizados contra a infraestrutura iraniana. Às 21h00 do horário de Brasília, encerra-se o prazo que o norte-americano deu para que Teerã permitisse o fluxo de navios pelo estreito de Ormuz.
Uma fonte informou a rede CNN que "algumas boas notícias são esperadas em breve de ambos os lados" e que as negociações são conduzidas diretamente pelo chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir. A expectativa é que um acordo seja fechado ainda nesta noite.
Trump elevou o tom horas antes
Mais cedo, Trump afirmou nas redes sociais que uma civilização inteira pode morrer esta noite e jamais ser restaurada caso o Irã não aceite as condições impostas para o fim do conflito.
O presidente estadunidense acrescentou à Fox News que, em breve, deverá receber um briefing sobre a proposta apresentada pelo Paquistão. A fala ocorreu após o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, pedir a Trump a extensão do prazo por duas semanas para concluir um acordo entre Estados Unidos e Irã.
Sharif também solicitou ao Irã, como gesto de boa vontade, a abertura do estreito de Ormuz pelo mesmo período, enquanto avançam os esforços diplomáticos entre Washington e Teerã.
"Exortamos também todas as partes beligerantes a manter um cessar-fogo em todos os lugares por duas semanas, para permitir que a diplomacia alcance o fim definitivo da guerra, no interesse da paz e da estabilidade a longo prazo na região."
Trump também já havia afirmado que os EUA têm um plano, segundo o qual todas as pontes e usinas de energia do Irã poderiam ser destruídas.
Do outro lado, uma fonte militar do Irã afirmou à rede Tasnim que, caso Donald Trump avance com ataques contra a infraestrutura civil, o Irã responderá ampliando sua lista de alvos estratégicos na região.
Entre os possíveis alvos adicionais estariam instalações da Saudi Aramco, o porto de Yanbu — principal saída petrolífera saudita no mar Vermelho — e o oleoduto de Fujairah, que permite aos Emirados Árabes Unidos exportar petróleo sem passar pelo estreito de Ormuz.
Segundo a fonte, as ameaças de Trump não refletem força, mas desespero diante da capacidade do Irã, classificando-as como sinais de "impotência" frente à autoridade iraniana no campo. "Se Trump quiser cair de um buraco em outro com sua loucura, preparamos um buraco negro do qual será impossível sair", afirmou.
A fonte também disse que o Irã preparou "surpresas" e não hesitará em impor custos elevados aos Estados Unidos e seus parceiros em caso de ataque.