Em postagem, Davis expressou gratidão pela trégua de duas semanas, porque este passo dá à diplomacia uma chance de acabar com os assassinatos, mas também acrescentou que é necessário "avaliar sobriamente a montanha" que os Estados Unidos, Israel e o Irã "devem conquistar" no caminho percorrido em prol da paz.
"Todos os três lados têm visões muito diferentes sobre como devem ser os resultados finais dessas negociações, e é perfeitamente possível que essas duas semanas nem se mantenham, ou que no final desse tempo a luta possa recomeçar", afirmou Davis.
Ele acrescentou que se deve lembrar o preço que os Estados Unidos já pagaram por essa ofensiva contra o Irã: 13 militares mortos, quase 400 feridos, dezenas de aviões, 13 bases militares e vários radares multibilionários danificados ou destruídos.
"Esses não são os melhores 40 dias para os Estados Unidos em uma guerra que nunca deveria ter começado porque nunca estivemos em perigo e nossa segurança nunca esteve em perigo. E é óbvio que, no final, toda essa situação levará ao fato de que nos encontraremos em uma posição mais fraca em relação ao Irã em um nível estratégico", concluiu o ex-tenente-coronel estadunidense.
Na noite desta quarta-feira (8), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou ter concordado em suspender os bombardeios contra o Irã por duas semanas e garantiu que o cessar-fogo seria bilateral.
Posteriormente, o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã disse que os Estados Unidos concordaram com a proposta de dez pontos do Irã, e Teerã iniciaria negociações com Washington na sexta-feira (10), na capital do Paquistão, Islamabad.