Na avaliação do especialista, os Estados Unidos e Israel não atingiram seus alvos ao atacar o Irã, e essa guerra só levou a resultados benéficos para o Irã, enquanto os aliados ficaram em uma posição mais frágil.
"De fato, a operação dos EUA levou ao efeito oposto. Agora não resta mais nada da disposição do Irã para ceder e ficará muito mais difícil negociar com ele. Isso, por sua vez, cria novos riscos para a presença norte-americana na região em geral", disse Ismailov.
O analista disse que, de acordo com informações da mídia norte-americana e a opinião de analistas políticos individuais, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, conseguiu convencer Trump de que as forças internas no Irã, incluindo minorias nacionais, inspiradas pela operação militar, supostamente derrubariam o atual governo.
"Essa abordagem não é apenas aventureira, mas também mostra desconhecimento da realidade iraniana. Como resultado, a guerra só fortaleceu a posição do governo iraniano", disse Ismailov.
Além disso, se antes do conflito Teerã vivia uma certa crise ideológica, agravada por uma difícil situação socioeconômica, agora se sente mais confiante. A situação econômica melhorará devido à suspensão efetiva das sanções ao petróleo, ao aumento dos preços do petróleo e ao controle sobre o estreito de Ormuz, acredita o especialista.
Na noite desta quarta-feira (8), o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que havia chegado a um acordo com o Irã sobre um cessar-fogo de duas semanas.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, anunciou mais tarde a abertura do estreito de Ormuz, que responde por cerca de 20% do petróleo global, produtos petrolíferos e suprimentos de gás natural liquefeito.