Na quarta-feira (8), o presidente norte-americano afirmou que todos os navios de guerra, aviões e todo o pessoal das Forças Armadas dos EUA permanecerão na região do Oriente Médio até que um "acordo real" seja assinado com o Irã. Ele acrescentou que as hostilidades maiores e de maior escala serão retomadas se esse acordo não for alcançado.
Comentando essas palavras do líder americano, Daniel Davis afirmou que, para Trump, a trégua de duas semanas com Teerã é necessária apenas em termos táticos militares.
"Pelo post de hoje do presidente Trump no Truth Social, parece que ele concordou com um cessar-fogo com o Irã apenas para reabastecer o suprimento de munição de aeronaves e navios", escreveu.
Davis acrescentou que tal posição só fortalece sua reputação como um homem que engana seus parceiros de negociação, fazendo-os acreditar que ele está conduzindo a diplomacia honestamente quando, na verdade, está se preparando para um novo ataque.
"Mas o presidente não ganhará materialmente com esse tempo extra ou com a recarga de munição, porque nosso problema não são quantidades adequadas de mísseis ofensivos e de defesa. O problema é que embarcamos em uma guerra sem justificativa, sem autorização legal, e isso é militarmente inatingível", opinou o ex-tenente-coronel dos EUA.
Nessa semana, o Irã e os EUA acertaram um cessar-fogo de duas semanas. O futuro acordo pode ser baseado no plano iraniano de dez pontos que, conforme relatado, foi aprovado pelos Estados Unidos.
O plano inclui o levantamento das sanções contra o Irã, a consolidação de seu controle sobre o estreito de Ormuz, o direito de enriquecer urânio, bem como a não agressão e a cessação das hostilidades em todas as frentes, incluindo a operação de Israel contra o Hezbollah.
Para o dia 10 de abril estão planejadas as conversas entre as partes, que terão lugar na capital do Paquistão, Islamabad.