Segundo números do IBGE, tomate, cebola, batata-inglesa, leite longa vida e carnes foram os produtos que mais pressionaram o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), enquanto maçã e café moído registraram queda.
Quando consideradas apenas as maiores variações percentuais, cenoura e abobrinha lideraram as altas, enquanto abacate e laranja-baía tiveram as maiores quedas.
A lista de aumentos mais intensos incluiu ainda feijão-carioca, batata-doce, açaí e pimentão. Já entre as reduções, além das frutas cítricas, caíram preços de limão, banana-maçã, mandioca, inhame e açúcar refinado. Esses movimentos refletem tanto sazonalidade quanto pressões de oferta.
O grupo Transportes também teve forte impacto na inflação, acelerando de 0,74% para 1,64% em março. Os combustíveis subiram 4,47%, com destaque para a gasolina, que avançou 4,59% e foi o item que mais pressionou o IPCA no mês. O diesel disparou 13,90%, enquanto etanol subiu e gás veicular recuou.
Diante da pressão dos combustíveis, o governo federal anunciou um pacote de R$ 30,5 bilhões para tentar conter a alta dos preços, segundo o Ministério do Planejamento.
A medida busca aliviar o impacto direto sobre o transporte e, por consequência, sobre o índice geral.
Entre os serviços de transporte, as passagens aéreas continuaram em alta, mas desaceleraram para 6,08%. As tarifas de ônibus urbano subiram 1,17%, influenciadas por reajustes locais e mudanças em regras de gratuidade e descontos.
Outros serviços tiveram variações mais moderadas: táxi (0,26%), metrô (0,67%) e ônibus intermunicipal (0,22%). O conjunto desses aumentos somados ao avanço dos alimentos consolidou março como um mês de forte pressão inflacionária.