A reação foi direcionada a comentários da porta-voz da Comissão Europeia, Paula Pinho, sobre conversas entre Lavrov e seu homólogo húngaro, Peter Szijjarto, para tratar da situação das minorias na Ucrânia.
"As declarações da porta-voz da Comissão Europeia não podem ser interpretadas de outra forma, senão como um reconhecimento público não da primazia do direito, mas da supremacia da ideologia nazista nas abordagens de Bruxelas dos direitos humanos", afirmou Lavrov em comunicado divulgado no site do Ministério das Relações Exteriores da Rússia.
Ao justificar sua posição, o chanceler russo criticou o que classificou como acusações contra a liderança húngara, por manter diálogo com Moscou. Segundo Lavrov, Budapeste tem sido alvo de críticas por discutir formas de defender os direitos de minorias nacionais que, em sua visão, estariam sendo desrespeitados pela burocracia europeia.
Críticas à União Europeia e a Zelensky
No comunicado, Lavrov afirmou que a União Europeia (UE) estaria disposta a ignorar violações para manter o ucraniano Vladimir Zelensky em sua "missão".
"O fato de o regime de Kiev ter ignorado tanto as exigências da UE quanto sua própria Constituição é evidente para todos. Também é claro que Bruxelas perdoará qualquer coisa a Zelensky, desde que ele continue sua missão financiada."
O ministro russo também alegou que há violações generalizadas dos direitos de russos, russófonos e outras minorias na Ucrânia.
Além disso, afirmou que o conflito na Ucrânia não pode ser resolvido sem garantias de segurança para a Rússia, mas que a União Europeia fala apenas em garantias para a Ucrânia.
"A União Europeia, ao buscar um lugar à mesa de negociações, passou a falar sobre a necessidade de fornecer garantias sólidas de segurança à Ucrânia como elemento-chave de uma solução pacífica. Deixo de lado o fato de que ninguém na União Europeia disse uma única palavra sobre garantias de segurança à Rússia, sem as quais o conflito não pode ser superado."