Segundo uma reportagem, o cessar-fogo anunciado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, e confirmado por autoridades iranianas está à beira do colapso.
"Se o primeiro-ministro Netanyahu conseguir o que quer, [a trégua] poderá estar morta em breve", ressalta a matéria.
De acordo com a publicação, Netanyahu afirma que o conflito no Oriente Médio está longe de terminar.
Ao mesmo tempo, o primeiro-ministro israelense opina que as medidas atuais, como o cessar-fogo e as negociações, são apenas uma solução temporária e que todos os objetivos declarados serão plenamente alcançados.
Nesse contexto, o artigo aponta que Netanyahu, potencialmente anulando os esforços dos EUA para resolver o conflito com o Irã, mais uma vez assume o papel de desestabilizador.
Dessa forma, a mídia conclui que Netanyahu aspira a minar qualquer forma de distensão nas relações entre EUA e Irã.
No dia 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel começaram a atacar alvos no Irã, incluindo Teerã. O Irã, por sua vez, retaliou contra o território israelense, bem como contra alvos militares dos EUA na região do Oriente Médio.
Devido à escalada do conflito, a navegação pelo estreito de Ormuz praticamente parou. Trata-se de uma rota-chave para o fornecimento de petróleo e gás natural liquefeito ao mercado global. Como resultado, os preços dos combustíveis aumentaram na maioria dos países do mundo.
Na terça-feira (7), Trump afirmou que os EUA e o Irã haviam concordado com um cessar-fogo de duas semanas. De acordo com ele, os Estados Unidos receberam uma proposta de dez pontos do Irã, que pode servir de base para as negociações.
Em resposta, o Irã declarou vitória na guerra com os Estados Unidos, que aceitaram a proposta de Teerã. De acordo com o lado iraniano, Washington concordou em deixar o controle do estreito de Ormuz para Teerã, pagar uma indenização, suspender as sanções e permitir que o Irã continue enriquecendo urânio, além de retirar tropas do Oriente Médio.