A medida está "diretamente relacionada à garantia de passagem segura pelo estreito de Ormuz", de acordo com a fonte iraniana de alto escalão.
O desbloqueio dos ativos foi uma das duas condições impostas pelo Irã para iniciar as negociações. A segunda foi a cessação dos ataques israelenses ao Líbano.
Os Estados Unidos não fizeram nenhuma declaração pública sobre a questão do desbloqueio dos ativos, observa a apuração.
Nesta semana, o Irã apresentou aos EUA uma proposta de cessar-fogo em dez pontos, que inclui garantias de não agressão, controle sobre o estreito de Ormuz e reconhecimento de seu direito de enriquecer urânio, além da suspensão das sanções, compensação e retirada das tropas americanas.
Por sua vez, o presidente dos EUA, Donald Trump, descreveu a proposta iraniana como uma "base de trabalho" para negociações e anunciou uma pausa de duas semanas nas hostilidades após contatos com as autoridades paquistanesas.
Israel apoiou a decisão dos EUA de suspender os ataques, embora tenha condicionado seu apoio à reabertura imediata do estreito de Ormuz e esclarecido que a trégua não se aplicaria à frente libanesa.
Nesse contexto, o Paquistão, mediador do cessar-fogo, convidou delegações do Irã e dos EUA para negociar um acordo em Islamabad. Os EUA serão representados pelo vice-presidente J. D. Vance, pelo enviado especial Steve Witkoff e pelo genro do presidente norte-americano, Jared Kushner.
A equipe de negociação do Irã é composta pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad-Bagher Ghalibaf, o chanceler persa Abbas Araghchi, o presidente do Banco Central, Abdolnaser Hemmati e outros legisladores.