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Trump desconfia do Irã às vésperas de negociações de paz: 'Não sabemos se dizem a verdade ou não'

© AP Photo / Alex BrandonPresidente dos Estados Unidos, Donald Trump faz o discurso do Estado da União em sessão conjunta do Congresso. Washington, D.C., 24 de fevereiro de 2026
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump faz o discurso do Estado da União em sessão conjunta do Congresso. Washington, D.C., 24 de fevereiro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 10.04.2026
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou nesta sexta-feira (10) incerteza quanto à veracidade das declarações dos negociadores iranianos sobre sua intenção de cumprir os compromissos previstos em um possível acordo de paz com Washington.
Mais cedo, o vice-presidente dos EUA, J. D. Vance, afirmou que a delegação norte-americana seguia para as negociações com "diretrizes bastante claras", definidas por Trump. No entanto, não há informações sobre a viagem da delegação iraniana, cuja partida teria sido adiada várias vezes devido a ataques israelenses no Líbano.
"Você está lidando com pessoas que não sabemos se dizem a verdade ou não", disse Trump ao jornal New York Post. "Na nossa frente, dizem que vão se livrar de todas as armas nucleares, que tudo acabou. E depois falam à imprensa: 'Não, gostaríamos de enriquecer'. Então vamos descobrir." As negociações entre Washington e Teerã devem ocorrer em Islamabad, no Paquistão, na manhã de sábado (11).
Caso as negociações fracassem, Trump também prometeu retomar os ataques com ainda mais intensidade. "Estamos carregando os navios com a melhor munição, as melhores armas já feitas — ainda melhores do que as que usamos anteriormente, quando os destruímos completamente", acrescentou.
O presidente norte-americano ainda alertou que os EUA podem optar pela "dizimação completa" do Irã usando esse armamento caso um acordo não seja alcançado.
Navio-petroleiro no golfo Pérsico (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 10.04.2026
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Na noite da última terça (7), Trump afirmou ter concordado com um cessar-fogo bilateral de duas semanas com o Irã, garantindo que o país também aceitara reabrir o estreito de Ormuz.
Porém, no dia seguinte, Israel lançou o que descreveu como sua maior onda de ataques contra o Líbano desde o início da operação militar contra o Irã. Trump afirmou que o fim dos ataques israelenses no Líbano não foi incluído no acordo com o Irã devido ao movimento Hezbollah. O Irã, por sua vez, considerou isso uma violação do cessar-fogo firmado com os EUA.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou que a realização de negociações para encerrar o conflito depende do cumprimento das obrigações do cessar-fogo em todas as frentes.
O presidente do parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, acrescentou que o fim dos ataques contra o Líbano e a liberação de ativos iranianos bloqueados estão entre as condições exigidas dos Estados Unidos para o início das negociações de paz. Ghalibaf deve liderar a delegação iraniana.
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