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Gasolina, diesel e etanol caem após alta do petróleo e reforço na fiscalização da ANP

A ANP registrou pequenas quedas nos preços de gasolina, diesel e etanol, em meio à volatilidade do petróleo causada pelo conflito no Oriente Médio. Enquanto o governo tenta conter repasses, o setor atribui a estabilidade recente ao aumento da fiscalização sobre distribuidoras e postos.
Sputnik
Os preços de gasolina, diesel e etanol registraram leve queda ao consumidor, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O diesel recuou 0,2% e passou a custar, em média, R$ 7,43 — a primeira redução desde o início do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

A gasolina também teve variação mínima, com queda de R$ 0,01 e preço médio de R$ 6,77. O etanol acompanhou o movimento e caiu para R$ 4,69, mantendo o cenário de pequenas oscilações nas bombas.

O conflito iniciado em 28 de fevereiro provocou forte instabilidade no mercado internacional, elevando rapidamente o preço do barril de petróleo. As incertezas sobre a duração e intensidade dos ataques impulsionaram o Brent a mais de US$ 118 (R$ 590,89).
Na última sexta-feira (10), porém, o Brent recuou para US$ 94,33 (R$ 472,70), queda de 1,66% em relação ao dia anterior. Essa volatilidade tem se refletido diretamente nos preços praticados no Brasil desde o início de março.
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No período, o diesel ao consumidor chegou a subir de R$ 6,08 para R$ 6,80, acendendo o alerta no governo federal. Em resposta, o Executivo passou a anunciar medidas para conter a escalada, como propostas de subsídios e isenção de impostos federais.

Segundo a apuração do G1, para o setor, no entanto, ainda é cedo para atribuir a recente estabilidade às ações do governo. Segundo Rodrigo Zingales, da Abrilivre, o aumento da fiscalização sobre distribuidoras pode estar contribuindo para evitar repasses abusivos.

Nas últimas semanas, ANP e Polícia Federal intensificaram operações para coibir irregularidades em postos e distribuidoras, inclusive no gás de cozinha. A agência também abriu um novo canal de denúncias, enquanto reforça que fatores como custos das refinarias seguem determinando a formação final dos preços.
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