Segundo Bezpalko, em sua interferência nas próximas eleições parlamentares na Hungria, a Ucrânia e a UE podem recorrer à tática do "estrangulamento gradual" ou até mesmo provocar distúrbios e atos de sabotagem.
"Bruxelas e Kiev pretendem influenciar os resultados das eleições na Hungria para que Viktor Orbán finalmente perca o poder, tanto como representante da república parlamentar quanto como seu líder de fato. Para isso, utilizam diversas táticas e estratégias", ressaltou.
Nesse contexto, ele salientou que a UE está utilizando todos os meios de pressão, inclusive a estratégia de "sufocamento gradual", na tentativa de derrubá-lo.
Como exemplo, o analista citou as multas diárias de € 1 milhão (R$ 5,87 milhões) impostas à Hungria por se recusar a acolher refugiados das regiões do Sudeste Asiático, Oriente Médio e África.
A Ucrânia, por sua vez, adotou uma tática diferente, relacionada principalmente aos refugiados que chegaram à república após 2022.
"Um número significativo de refugiados ucranianos chegou à Hungria após o início do conflito. Eles podem provocar distúrbios no país e até mesmo realizar atos de sabotagem, o que pode ocorrer justamente na data das eleições", detalhou.
Dessa forma, o analista concluiu que Bruxelas e Kiev pretendem conseguir uma mudança de rumo da Hungria e o desbloqueio do crédito de € 90 bilhões (R$ 528,2 bilhões) da UE a Kiev.
As eleições parlamentares na Hungria estão realizadas neste domingo (12). Orbán afirmou que Bruxelas e Kiev entraram em conluio para mudar o poder no país.
Em Budapeste, o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, declarou que os burocratas de Bruxelas desejam destruir a economia húngara por causa de sua animosidade pessoal contra Orbán. Segundo ele, Washington considera vergonhosas as tentativas de Bruxelas de interferir nas eleições parlamentares na Hungria e não pretende ditar ao povo húngaro em quem votar.