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Estreito de Ormuz: estratégia de 'eu sofro, mas sofremos todos' é única viável para Irã, diz analista

© AP Photo / Morteza AkhoondiArquivo: uma lancha do Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) do Irã aponta uma arma para o petroleiro Stena Impero, de bandeira britânica, que foi apreendido no estreito de Ormuz, no porto iraniano de Bandar Abbas, 21 de julho de 2019
Arquivo: uma lancha do Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) do Irã aponta uma arma para o petroleiro Stena Impero, de bandeira britânica, que foi apreendido no estreito de Ormuz, no porto iraniano de Bandar Abbas, 21 de julho de 2019 - Sputnik Brasil, 1920, 12.04.2026
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O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, afirmou recentemente que os navios que quiserem transitar pelo estreito de Ormuz, incluindo petroleiros, deverão coordenar com o Exército iraniano para garantir uma passagem segura. Da mesma forma, garantiu que o estreito está aberto a toda a navegação civil.
Saeed Khatibzadeh classificou como "incorretas" as informações sobre o fechamento do estreito de Ormuz, ao afirmar que ele está aberto a toda a navegação civil.
No entanto, enfatizou que, devido à colocação de minas em consequência da agressão injustificada dos EUA e de Israel, e a outras disposições adotadas durante a mesma, as embarcações devem se comunicar com as autoridades iranianas para serem guiadas por rotas seguras.

"Qualquer um que se comunique com a autoridade iraniana tem permissão para passar", reafirmou o alto funcionário persa.

Ele indicou que existem restrições técnicas ligadas às condições em tempos de guerra no estreito, sendo necessário agir com cautela pela segurança dos navios e suas tripulações.
Nesse contexto, ao ser perguntado sobre se seria permitido o trânsito de embarcações estadunidenses, respondeu que "não há diferença, exceto por um comportamento hostil", embora tenha acrescentado que, por enquanto, "não há sinais" disso.
"A quem se comunicar, fornecemos uma passagem segura pelos canais seguros que temos", destacou.
Navio de guerra iraniano Alborz, em primeiro plano, se prepara antes de deixar as águas do Irã, no estreito de Ormuz, 7 de abril de 2015 - Sputnik Brasil, 1920, 29.01.2026
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Nesse contexto, o presidente dos EUA, Donald Trump, exigiu que o Irã pare de cobrar taxas dos navios petroleiros que atravessam o estreito.
"Há relatos de que o Irã está cobrando taxas dos petroleiros que atravessam o Estreito de Ormuz. É melhor que não seja assim e, se estiverem fazendo isso, é melhor que parem imediatamente!", escreveu o mandatário em sua rede Truth Social.
Em entrevista para a Sputnik, o professor da Universidade Nacional Autônoma do México e analista político internacional Ernesto Carmona Gómez observou que o Irã não tinha forma de responder de forma recíproca aos ataques dos EUA e de Israel.
"Evidentemente [o Irã] não pode competir com o poderio militar americano e então fez uma estratégia de 'eu sofro, mas sofremos todos', de fechar essa passagem chave. Fala-se até que vão cobrar um pedágio, o que também não é algo que os EUA não tenham feito com suas tarifas seletivas pedindo concessões para suas empresas, em troca de reduzir tarifas. Pois é basicamente o mesmo: o Irã faz uso do recurso que tem em mãos para se defender, para pressionar e para sentar os adversários à mesa e impor condições", aponta Carmona Gómez.
A terceira rodada de negociações entre EUA e Irã encerrou-se neste sábado (11), em Islamabad, no Paquistão. Após cerca de 14 horas e três rodadas de diálogo, as delegações de Washington e Teerã não entraram em acordo.
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