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EUA e Irã travam negociações e impasse gira em torno do estreito de Ormuz

© AP Photo / Jacquelyn MartinO vice-presidente dos EUA, JD Vance, ao centro, sobe uma escadaria para se reunir com o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, neste sábado, 11 de abril de 2026, em Islamabad, para conversas sobre o Irã.
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, ao centro, sobe uma escadaria para se reunir com o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, neste sábado, 11 de abril de 2026, em Islamabad, para conversas sobre o Irã. - Sputnik Brasil, 1920, 11.04.2026
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Após fase inicial no Paquistão, impasse sobre controle do estreito persiste enquanto Washington sinaliza desbloqueio de até US$ 6 bilhões (R$ 30 bilhões) em ativos iranianos
A primeira fase das negociações entre Estados Unidos e Irã foi concluída na tarde deste sábado (11), em Islamabad, capital do Paquistão, que atua como mediador. Ao fim do encontro, as delegações trocaram documentos com os principais pontos discutidos, formalizando consensos iniciais e abrindo caminho para a chamada "fase técnica", na qual especialistas das áreas econômica, militar, jurídica e nuclear aprofundarão as tratativas.
As negociações fazem parte de um processo mais amplo, que já contou com duas rodadas anteriores e pode ter uma terceira ainda neste sábado ou no domingo (12). Apesar dos avanços iniciais, as conversas enfrentam um impasse central em torno do controle do estratégico estreito de Ormuz. O Irã insiste em manter autoridade sobre a passagem e rejeita propostas de controle conjunto, o que, segundo fontes envolvidas, se tornou o principal obstáculo para um acordo.
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Paralelamente, uma fonte iraniana afirmou que Washington concordou em liberar ativos iranianos congelados no exterior, incluindo recursos mantidos no Catar, classificando a medida como um sinal de "seriedade" nas negociações. O desbloqueio estaria diretamente ligado à garantia de passagem segura pelo estreito de Ormuz. Embora não haja confirmação oficial dos EUA, outra fonte indicou que cerca de US$ 6 bilhões (cerca de R$ 30 bilhões) podem ser liberados.
Esses valores fazem parte de um montante muito maior de ativos iranianos bloqueados fora do país, estimado entre US$ 100 bilhões e US$ 120 bilhões (entre cerca de R$ 500 bilhões e R$ 600 bilhões) ao longo de décadas de sanções. Parte desses recursos foi congelada ainda após a Revolução de 1979 e ampliada por sucessivas medidas restritivas americanas. Os US$ 6 bilhões (cerca de R$ 30 bilhões) citados haviam sido transferidos ao Catar em 2023, no contexto de uma troca de prisioneiros, mas voltaram a ser bloqueados após a escalada de tensões no Oriente Médio.
Além disso, fundos iranianos no exterior têm sido alvo de disputas judiciais nos Estados Unidos. Em um caso, uma corte determinou o uso de US$ 1,7 bilhão (cerca de R$ 8,5 bilhões) para indenizar famílias de militares mortos no atentado de Beirute em 1983 — decisão posteriormente revertida em 2024 e ainda em disputa.
Em outro, tribunais chegaram a ordenar que bilhões fossem destinados a vítimas dos ataques de 11 de setembro, apesar de o Irã negar qualquer envolvimento, mantendo os valores presos em batalhas judiciais.
Até o momento, não houve posicionamento oficial de Washington sobre o possível desbloqueio recente, enquanto o Catar também não comentou. As negociações marcam a retomada do diálogo direto entre EUA e Irã em um cenário de tensão, com esforços concentrados em superar impasses e avançar rumo a um acordo.
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