Irã condiciona avanço diplomático a cumprimento de promessas dos EUA
17:32 11.04.2026 (atualizado: 22:08 11.04.2026)

© AP Photo / Vahid Salemi
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Analista diz que Teerã exige ações concretas de Washington e alerta que fracasso nas tratativas pode prolongar crise e tensão no estreito de Ormuz.
O avanço das negociações entre Irã e Estados Unidos depende diretamente do cumprimento, por parte de Washington, dos compromissos já assumidos, afirmou o analista político Seyed Mohammad Marandi em entrevista à Sputnik. Segundo ele, Teerã exige "fatos concretos no terreno", e não apenas promessas ou assinaturas formais de autoridades americanas.
🔥⚔️ Negociações travam e Irã exige provas concretas dos EUA
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✍️ As negociações entre Estados Unidos e Irã seguem em andamento, mas enfrentam incertezas em meio à falta de avanços concretos e desconfiança entre as partes.
"Para os iranianos, o que importa são os fatos no… pic.twitter.com/8IdTKoL87P
Marandi destacou que os iranianos consideram essencial que os EUA implementem o que já foi acordado antes de qualquer avanço para uma nova etapa das tratativas. Caso contrário, a delegação iraniana poderá abandonar as negociações e retornar a Teerã sem acordo.
"Para o Irã, ambos os cenários são aceitáveis", afirmou, acrescentando que o país está preparado tanto para um entendimento quanto para a continuidade do conflito.
O analista também avaliou que o desfecho das conversas depende da postura do governo do presidente Donald Trump. Segundo ele, haveria espaço para progresso caso Washington adote uma política externa alinhada ao princípio de "America First".
🇺🇸🤝👀 Sucesso das negociações depende dos EUA, diz analista
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‼️ O papel do Paquistão nas negociações entre Estados Unidos e Irã tem sido o de facilitador, mas sem influência direta sobre o resultado das tratativas.
💬 O analista político Seyed Mohammad Marandi, alertou que,… pic.twitter.com/rvRi2v5Xyv
Por outro lado, se prevalecerem interesses externos — em referência à influência de Israel —, o Irã estaria disposto a encerrar o diálogo sem concessões.
Marandi ressaltou ainda que Teerã mantém desconfiança em relação aos EUA, lembrando episódios recentes em que negociações ocorreram paralelamente a ações hostis. Nesse contexto, afirmou que o Irã não iniciou nem escalou o conflito, e que a atual disposição americana para negociar seria resultado da resistência demonstrada pelo país e seus aliados nas últimas semanas.
Para o analista, a resolução da crise passa por uma escolha clara de Washington: cumprir os compromissos assumidos e viabilizar um acordo, ou manter a atual postura, o que levaria à continuidade das tensões no Golfo e ao agravamento da situação econômica global — sem alterar, segundo ele, o controle iraniano sobre o estreito de Ormuz.


