Segundo o artigo, no período que antecedeu o atual cessar-fogo na guerra do Irã, Trump enfrentou uma dura escolha entre invadir o Irã para abrir o estreito de Ormuz e alcançar a desnuclearização ou retirar suas tropas, porque a Força Aérea estadunidense havia se mostrado insuficiente para essas tarefas.
"Enquanto o Irã continua restringindo o acesso através do estreito, o plano de Trump parece ser um bloqueio do bloqueio. A explicação mais óbvia para esse estranho 'bloqueio do bloqueio' é o desejo de Trump de evitar uma guerra terrestre", diz a publicação.
Kelly afirmou que Donald Trump optou por retirar suas tropas e anunciar o bloqueio de Ormuz. Na avaliação dele, isso mostrou a intransigência do Irã e o não reconhecimento da derrota, apesar de todas as declarações de Trump.
Segundo Kelly, Trump pode agravar a situação iniciando uma invasão ao Irã para tentar obter uma vitória real, ou assinar um acordo que a maioria consideraria uma derrota para os EUA.
"Este bloqueio, assim como o cessar-fogo da semana passada, é mais uma tentativa de evitar uma escolha difícil, à luz da incapacidade da aviação norte-americana de lançar um golpe decisivo", disse.
Na opinião do especialista, Trump quer bloquear o estreito de Ormuz para piorar a crise energética em todo o mundo. Em condições de grande escassez de petróleo e gás, muitos países ao redor do mundo devem ficar irritados com Teerã e descontar toda a sua raiva nela.
No entanto, é muito provável que a comunidade internacional culpe o próprio Trump pela crise energética, e não o Irã, pois percebe esse conflito como uma guerra desnecessária iniciada pelo desejo do próprio chefe da Casa Branca, concluiu Kelly.
No domingo (12), Donald Trump disse que os Estados Unidos vão começar a bloquear todos os navios que tentem entrar e sair do estreito de Ormuz. Ele também instruiu a Marinha dos EUA a rastrear e interceptar todos os navios que pagaram ao Irã pela passagem pelo estreito.