A fala foi feita em declaração televisionada. As divergências internas podem ser tratadas posteriormente, enquanto a prioridade imediata é enfrentar a ofensiva israelense, disse Qassem, notando que Israel não parará no sul do país e seguirá com seu projeto de de "Grande Israel", anexando todo o Líbano.
A guerra no Líbano deveria ter encerrado na semana passada com a declaração de cessar-fogo estabelecida pelos Estados Unidos e o Irã, conforme afirmou o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, mediador do acordo.
No entanto, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou poucas horas depois que o Líbano não estaria incluso no tratado. No dia seguinte, as Forças de Defesa de Israel lançaram a operação mais violenta contra o Líbano até então, deixando 357 mortos em um único dia.
Tel Aviv, então, anunciou que tratará de um acordo de cessar-fogo diretamente com o governo libanês, chefiado pelo primeiro-ministro Nawaf Salam.
Segundo Qassem, no entanto, a diplomacia na região "não avançou um único passo", enquanto as ações de Israel contra o Líbano continuam com o apoio dos Estados Unidos. A ofensiva israelense, disse, vai continuar enquanto as autoridades libaneses fizerem concessões à Tel Aviv.
Uma delas seria a criminalização do Hezbollah. Para o secretário-geral, é indefensável usar o Estado libanês como instrumento para satisfazer os desejos de Israel, pressionando a resistência.
"O Exército libanês não fará o que lhe é exigido, ou seja, lutar contra o povo."
O dirigente destacou ainda que o caminho para conter a crise passa pelo fim imediato da agressão, retirada de forças consideradas de ocupação, libertação de prisioneiros e início da reconstrução.
Ele reforçou que o Líbano, "com seu povo, Exército e resistência", não aceitará submissão. "Há apenas dois caminhos: rendição ou resistência. Não nos renderemos", afirmou. Qassem.