De acordo com a empresa, a descoberta ocorreu no bloco C-M-477, no setor SC-AP4, em lâmina d’água de aproximadamente 2.984 metros. A presença de hidrocarbonetos foi confirmada por meio de perfis elétricos, além de indícios de gás e coleta de amostras de fluido durante a perfuração.
As amostras serão submetidas a análises laboratoriais para determinar as características dos reservatórios e dos fluidos encontrados — etapa que definirá a viabilidade e os próximos passos da exploração.
A Petrobras destacou ainda que a perfuração foi concluída dentro dos padrões de segurança, com respeito às normas ambientais e operacionais.
Segundo a empresa, a atuação no bloco está alinhada à estratégia de recomposição de reservas de petróleo e gás, com foco em áreas de fronteira exploratória e em parceria com outras companhias, visando garantir o abastecimento energético durante a transição.
A estatal detém 70% de participação no bloco e atua como operadora, em consórcio com a BP, que possui os 30% restantes. A área foi adquirida na 16ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, sob regime de concessão.
Recorde histórico de vendas pela Petrobras
Na última semana, a China adquiriu 1,6 milhão de barris por dia de petróleo brasileiro, o maior volume já registrado, correspondendo a 67% de todas as exportações do Brasil, informou o portal IstoÉ Dinheiro.
O portal salienta que a compra recorde da China impulsionou as exportações de petróleo do Brasil, que alcançaram o segundo maior nível histórico, superando o recorde anterior de cerca de 1,46 milhão de barris por dia.
"A China importou em março um volume recorde de petróleo do Brasil, impulsionando as exportações brasileiras da commodity ao segundo maior nível da série histórica, em meio a uma reorganização dos fluxos globais de energia após as disrupções no Oriente Médio", ressalta a publicação.
Segundo a matéria, esse aumento foi impulsionado pelo fechamento do estreito de Ormuz, que levou os importadores asiáticos a buscarem alternativas fora do Oriente Médio. Ao mesmo tempo, a Índia se tornou o segundo maior destino das exportações brasileiras, representando 7% do total.