Segundo a Petrobras, o retorno das obras na Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III havia sido aprovado pelo Conselho da estatal em outubro de 2024 e agora, com estudos de viabilidade técnica e econômica prontos, o projeto sairá do papel.
A expectativa é que a fábrica de fertilizantes seja entregue em 2029, após investimento estimado em US$ 1 bilhão. O projeto deve gerar mais de 8 mil empregos ao longo dos próximos três anos.
O setor de fertilizantes é de grande importância estratégica para a economia brasileira, uma vez que o país importa a maioria do que consome no agronegócio.
Outro investimento da Petrobras que parece avançar é a recompra da refinaria de Mataripe, antiga Refinaria Landulpho Alves (RLAM), vendida em 2021 ao fundo soberano Mubadala, dos Emirados Árabes Unidos. Um acordo poderia ser assinado até o final deste ano, disse a Reuters, citando fontes.
Mataripe é a segunda maior refinaria do Brasil, mas opera com apenas cerca de 60% da capacidade, enquanto as unidades da Petrobras operam em sua capacidade máxima para impulsionar a produção local, disse uma das fontes.
Em 23 de março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia dito durante visita às instalações da Refinaria Gabriel Passos (Regap) em Minas Gerais, que seu governo compraria de novo a refinaria de Mataripe. No dia seguinte, a Petrobras notificou a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre seu interesse na recompra da refinaria bahiana.
Em 2 de abril o presidente voltou a defender sua intenção durante uma entrevista à TV Record Bahia.
"Nós temos muito interesse e estamos estudando, já há algum tempo, a necessidade de recomprar a refinaria da Bahia para a Petrobras. A refinaria produz menos da metade daquilo que deveria produzir, e nós precisamos da refinaria produzindo muito mais. Você sabe que nós produzimos 70% do nosso óleo diesel, e a gente compra 30% do óleo diesel"
Os planos da Petrobras para aumentar a capacidade de refino ganharam nova urgência após o conflito entre Estados Unidos e Israel com o Irã ter provocado uma disparada nos preços globais do diesel, impactando os consumidores brasileiros devido à dependência do país em relação ao diesel importado. O Brasil importa cerca de um quarto de suas necessidades totais de diesel.
A alta dos preços dos combustíveis tornou-se uma grande preocupação para o governo, às vésperas da eleição presidencial de outubro, na qual Lula buscará um quarto mandato não consecutivo.