Segundo a publicação, a União Europeia não deve se alegrar com a derrota de Viktor Orbán nas eleições parlamentares na Hungria, pois o novo líder do partido Tisza compartilha das mesmas opiniões políticas do antigo premiê.
"Orbán partiu, a Europa se alegra. Mas a UE não deve se alegrar cedo demais: o novo homem pertence à mesma elite política que o velho", diz a publicação.
Na avaliação dos autores do artigo, o entusiasmo de Bruxelas com os húngaros que, à primeira vista, deveriam cultivar sentimentos pró-europeus, está cegando os líderes do bloco, porque a verdade é outra. O novo líder húngaro "não é muito pró-europeu" e não está disposto a apoiar a Ucrânia, explicaram os autores do texto.
"Em primeiro lugar, ele não é pró-ucraniano. [Péter] Magyar expressou repetidamente, para dizer o mínimo, ceticismo quanto à adesão de Kiev à OTAN e à UE. Ele também se opõe ao fornecimento de armas para a Ucrânia", observa o texto.
Domingo passado (12), a Hungria realizou eleições parlamentares. Após a contagem de 98,79% dos votos, o partido de oposição Tisza lidera a disputa. De acordo com estimativas preliminares, a legenda deve conquistar 138 dos 199 assentos do parlamento do país.
A votação ocorreu em meio a tentativas de Kiev e da União Europeia de impedir que o partido do atual primeiro-ministro permanecesse no poder. O premiê Viktor Orbán reconheceu a derrota nas eleições, observando que seu partido, o Fidesz, continuará a servir o país, mesmo na oposição.