As entidades agora autorizadas a participar do sistema financeiro norte-americano são o Banco Central da Venezuela, o Banco de Venezuela, o Banco Digital dos Trabalhadores e o Banco do Tesouro, segundo comunicado da OFAC.
As relações entre Washington e Caracas evoluíram após a operação militar dos EUA para capturar e sequestrar da Venezuela o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em 3 de janeiro.
Os EUA reconheceram imediatamente o governo interino, liderado pela então vice-presidente Delcy Rodríguez e, após reuniões e visitas de alto nível, começaram a retirar sanções seletivas.
No fim de janeiro de 2026, a OFAC autorizou transações com petróleo de origem venezuelana por empresas estabelecidas nos Estados Unidos. Já em fevereiro, foram emitidas as licenças que permitiram exportar diluentes, fornecer bens e serviços para exploração petrolífera e negociar contratos contingentes no setor de hidrocarbonetos.
No último mês, a OFAC estendeu o alívio ao setor petroquímico, elétrico e a transações mais amplas com a PDVSA. Em abril, foram suspensas as sanções específicas contra a presidente interina Delcy Rodríguez, e foram emitidas licenças bancárias que permitem transações com o Banco Central da Venezuela e outros bancos estatais, consolidando uma normalização financeira gradual.
As sanções setoriais mais amplas contra o governo venezuelano permanecem em vigor, enquanto o alívio se concentra no petróleo e em setores estratégicos para facilitar a recuperação econômica sob supervisão dos EUA.