Mais cedo, os Estados Unidos mobilizaram mais de 10 mil militares para monitorar o cumprimento do bloqueio naval ao Irã, determinado pelo presidente norte-americano, Donald Trump. Além do contingente, pelo menos 12 navios e dezenas de aeronaves do país foram direcionados para a região.
Já Chas Freeman, ex-assessor do secretário de Defesa dos EUA para segurança internacional, afirmou à Sputnik que a medida não só mina o frágil cessar-fogo de duas semanas, mas, se estendido a navios não pertencentes ao Irã, significará uma ação militar contra terceiros países não envolvidos no conflito.
"Significará ações militares contra os países que usaram a diplomacia para obter a permissão do Irã para que seus navios passassem pelo estreito de Ormuz. Esses países incluem aliados americanos, como o Japão e a República da Coreia, além de grandes potências mundiais e regionais, como China, Índia e Turquia."
Escalada no Oriente Médio
Já o órgão russo acrescentou que, caso não haja acordo nas negociações com o Irã, as hostilidades poderão ser retomadas com maior intensidade.
Segundo o comunicado divulgado pelo Conselho de Segurança, as autoridades iranianas mantêm o controle da situação interna e o sistema de governança estatal e militar segue estável. O texto também destaca que o Irã ainda possui quantidades significativas de armamentos.