Segundo Trump, o Irã tinha como alvo os países do Oriente Médio e queria dominar toda a região, mas os Estados Unidos impediram isso.
"[O Irã] teria armas nucleares em um mês, talvez em duas semanas, e as usaria contra Israel e no Oriente Médio. Ele também as usaria contra nós. E não apenas contra Israel. Aliás, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos ficariam chocados se fossem atacados. Esses países não esperavam ser atingidos, mas [o Irã] tinha esses países como alvo", ressaltou.
Nesse contexto, Trump acusou seu antecessor Barack Obama de ter dito que o acordo com Teerã foi o "pior acordo da história", supostamente abrindo um atalho para o Irã obter armas nucleares.
Ele também enfatizou que não haverá acordo entre os Estados Unidos e o Irã se este pretender possuir armas nucleares. Além disso, Trump afirmou que ele disse que pediu ao presidente chinês, Xi Jinping, para não fornecer armas ao Irã e que, em resposta, seu homólogo chinês indicou que não havia tais suprimentos.
"Ele respondeu à carta que escrevi porque ouviu dizer que a China estava fornecendo armas ao Irã. Escrevi para ele pedindo que não fizesse isso. Ele me respondeu, observando que, em geral, não age assim", detalhou.
De acordo com o líder estadunidense, a China precisa de petróleo, enquanto os Estados Unidos não têm esse problema. Ao mesmo tempo, ele concluiu que que as ações dos EUA contra a Venezuela e o Irã não mudarão a situação nas próximas negociações entre Trump e Xi Jinping, em maio.
Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel lançaram a operação em larga escala contra o Irã. No dia 7 de abril, o presidente norte-americano anunciou um cessar-fogo mútuo de duas semanas com a República Islâmica do Irã.
No dia 11 de abril, o Irã e os Estados Unidos realizaram várias rodadas de negociações em Islamabad. Conforme relatado mais tarde em Teerã e Washington, as partes não conseguiram chegar a um acordo sobre uma solução de longo prazo para o conflito, devido a uma série de contradições.
Ainda não se sabe se haverá uma nova rodada de consultas, embora o anfitrião da Casa Branca tenha sinalizado, em 14 de abril, que tais contatos poderiam ser retomados em Islamabad nos próximos dias.