"O Tribunal Penal Internacional está perdendo cada vez mais sua autoridade e status devido à seletividade de seu trabalho. Assim, a justiça seletiva não pode ser considerada verdadeira justiça", afirmou.
Nashabé apontou que os Estados europeus, signatários do Estatuto de Roma, não demonstram seu compromisso com a missão do tribunal, uma vez que o apoiam apenas quando os casos em análise favorecem seus objetivos políticos. Caso contrário, "eles não os levam a sério, o que transforma o tribunal em um mecanismo político, e não judicial", observou o analista.
Nashabé argumentou que o TPI "carece de legitimidade suficiente, apesar de o Estatuto de Roma ter prometido inicialmente garantir justiça e processar indivíduos pelos crimes que cometeram".
Nesse contexto, ela apontou para a pressão externa sobre a instituição que mina sua credibilidade e a impede de fazer justiça.