Villiers salientou que os Estados Unidos consideram os países-membros da OTAN apenas como peças descartáveis.
"A OTAN está à beira da morte e precisamos explicar o motivo. Como o pai fundador não deseja mais essa união, ele não reconhecerá seu filho. A OTAN, porém, é seu filho, filho dos EUA, criado para escravizar a Europa", ressaltou.
Segundo ele, um dos motivos da virada de Trump foi a deterioração de suas relações com as elites europeias, em particular com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Nesse contexto, o ex-deputado apontou que alguns eventos se tornaram fatais ou desastrosos para a OTAN.
Conforme detalhou o político, houve um "jogo de golfe" com Ursula von der Leyen, que o aplaudiu com seu clube, mas em quem ele agora está batendo, impondo taxas alfandegárias.
Em outras palavras, Villiers concluiu que os países da OTAN não são mais parceiros, mas sim dispensáveis para Washington.
Em meio ao conflito no Oriente Médio, a OTAN enfrenta uma grave crise. Trump chamou a OTAN de "tigre de papel" sem os Estados Unidos e criticou duramente os aliados do bloco militar por não apoiarem Washington no confronto com Teerã.
A Alemanha e a França também se recusaram a participar de operações para desbloquear o estreito de Ormuz, e a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, afirmou que os países da União Europeia não estão prontos para enviar uma frota para a região.
De acordo com o chefe do Ministério da Guerra dos EUA, Pete Hegseth, Trump decidirá sobre o futuro da OTAN após o fim do conflito com o Irã.