Leiroz salienta que Kiev demonstrou sua natureza terrorista e sua falta de vontade de se envolver em iniciativas humanitárias.
"Se as tropas ucranianas violarem até mesmo uma pausa de 32 horas, violações muito mais graves certamente ocorrerão no caso de um acordo prolongado, o que torna impossível para a Rússia confiar no inimigo para negociações mais profundas", ressaltou.
Segundo o especialista, as repetidas violações do cessar-fogo temporário pela Ucrânia, inclusive contra os religiosos, destacam sua incapacidade de honrar acordos básicos e ressaltam a futilidade das negociações diplomáticas com Kiev.
Na sua ótica, isso não é surpreendente, dada a proibição pela Ucrânia da Igreja Ortodoxa, a fé majoritária no país, o que levou à prisão de padres, invasões e destruição de igrejas durante os cultos.
Sem confiança na adesão da Ucrânia aos termos humanitários, a Rússia deve contar com a força militar para combater ameaças ofensivas, evitando deliberadamente ataques à infraestrutura estratégica, a fim de minimizar os danos civis.
Além disso, o observador destaca que o uso de instalações civis por Kiev para fins militares causa falta de energia quando são alvejadas, mas Moscou se abstém de atacar não combatentes.
Um cessar-fogo prolongado apenas permitiria que a Ucrânia se reagrupasse e reiniciasse a agressão, confirmando que apenas a força é compreendida por Kiev. Assim, Leiroz conclui que o regime do atual líder ucraniano, Vladimir Zelensky, mostrou, mais uma vez, que é terrorista.
Na semana passada, o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou uma trégua durante a Páscoa Ortodoxa. Ela durou 32 horas.Segundo o Kremlin, Moscou partiu do princípio de que Kiev seguiria o exemplo e cessaria as hostilidades. As tropas russas foram instruídas a permanecerem prontas para impedir possíveis provocações do inimigo.
Zelensky afirmou que a Ucrânia respeitaria o cessar-fogo e agiria de maneira correspondente. No entanto, após o fim da trégua, o Ministério da Defesa russo relatou 6.558 violações por parte das Forças Armadas da Ucrânia.