O relatório detalha que a perda de capacidade aérea afeta principalmente voos diretos de aeroportos importantes nos EUA para destinos estratégicos como Dubai, Doha e Abu Dhabi. As companhias aéreas optaram por suspender rotas ou reduzir drasticamente suas frequências devido ao espaço aéreo instável e ao risco de ataques com drones e mísseis.
Essa situação deixou milhares de passageiros e toneladas de carga retidos, interrompendo as cadeias de suprimentos globais que dependem da eficiência logística do golfo Pérsico.
Analistas do setor alertam que a crise não se resume à segurança das aeronaves, mas também ao impacto econômico imediato do conflito. O preço do combustível de aviação disparou devido à instabilidade no estreito de Ormuz, agora afetado por um bloqueio dos EUA, tornando as rotas de longa distância inviáveis para muitas companhias aéreas.
Essa combinação de riscos táticos e custos operacionais insustentáveis forçou as principais companhias aéreas a realocar seus recursos para mercados mais estáveis na Europa e na Ásia Central, observa o relatório.
A queda de quase 60% na conectividade aérea também impactou severamente outros mercados nas Américas. Na América Latina, países como o Brasil viram seus fluxos aéreos diminuírem significativamente, embora o epicentro dessa queda continue sendo os Estados Unidos.
A paralisação desses fluxos aéreos está prejudicando setores críticos, como o turismo corporativo e o investimento em infraestrutura, que impulsionavam o crescimento da região antes do início da guerra.
Além disso, dada a falta de progresso nas negociações, a confiança dos viajantes foi severamente abalada, observa o relatório, levando a uma mudança na demanda para destinos domésticos e regionais, afastando-se das zonas de exclusão aérea impostas como consequência da guerra entre EUA e Israel contra o Irã.
Nesse sentido, especialistas internacionais em aviação apontam que, mesmo que um cessar-fogo imediato fosse alcançado, a reconstrução da confiança e das rotas aéreas levaria meses, senão anos.