Segundo o artigo veiculado pela publicação, embora o KC-390 Millennium seja o maior avião militar e uma pedra angular da Força Aérea Brasileira (FAB), ele não é totalmente produzido no Brasil, pois incorpora peças indispensáveis fabricadas na Argentina.
Isso afeta diretamente a prontidão operacional da Defesa brasileira e a autonomia industrial, explicaram os autores do texto.
Conforme os autores do texto, componentes como spoilers, portas do trem de pouso e partes estruturais estão sendo produzidos e fornecidos pela empresa estatal argentina FAdeA. Além disso, outros fornecedores internacionais também fazem parte da cadeia.
"Em um cenário de crise, atraso logístico ou tensão regional, o fornecimento dessas peças pode reduzir o ritmo de produção, limitar a prontidão operacional e impactar diretamente a disponibilidade da frota da FAB", lê-se no artigo.
Além disso, a dependência de fornecedor estrangeiro na produção do veículo simbólico da Força Aérea implica limitações em manutenção, reposição de peças e expansão da frota, segue o material.
Para concluir, a publicação destaca que embora a dependência de empresas estrangeiras possa não ser um problema em tempos normais, ela acarreta uma série de riscos estratégicos militares e industriais quando o cenário muda.
Em fevereiro, a revista AEROIN informou que a Fábrica Argentina de Aviones (FAdeA), localizada em Córdoba, forneceu à brasileira Embraer oito componentes para o programa de produção das aeronaves militares multimissão C-390 Millennium.