A Corte de Apelação de Roma decidiu, nesta quinta-feira (16), pela extradição da ex-deputada Carla Zambelli para o Brasil incluindo o caso em que foi condenada por porte ilegal de arma de fogo. A Justiça italiana já havia autorizado anteriormente a extradição pela condenação relacionada à invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Apesar da decisão, a defesa de Zambelli protocolou um recurso para tentar impedir o envio ao Brasil, alegando perseguição judicial e política, além de questionar as condições do sistema prisional brasileiro.
O processo de extradição já foi adiado diversas vezes por pedidos dos advogados, e a palavra final caberá ao ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio, que poderá confirmar ou rejeitar a decisão judicial.
No Brasil, Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a duas penas: 10 anos e 8 meses de prisão pela invasão dos sistemas do CNJ e inserção de documentos falsos; e 5 anos e 3 meses por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.
Após as condenações, ela deixou o país e foi incluída na lista vermelha da Interpol, sendo presa em Roma em julho de 2025, por risco de fuga.
O ministro do STF Alexandre de Moraes informou às autoridades italianas que a Penitenciária Feminina do Distrito Federal (PFDF), conhecida como Colmeia, possui condições adequadas para receber a ex-parlamentar. Caso a extradição seja confirmada, Zambelli deverá cumprir pena no Brasil.