"Eu prefiro ser respeitado, não temido", explicou. Ele também criticou decisões como ações contra o Irã e o uso de sanções, apontando que acabam prejudicando a própria população.
Sobre a recente crise envolvendo as tarifas norte-americanas impostas aos produtos brasileiros, ele relatou ter ficado impressionado com o que descreveu como falsidade dos argumentos usados pelo governo dos Estados Unidos ao impô-las ao Brasil, afirmando ter dito ao presidente norte‑americano que "dois países governados por dois homens de 80 anos deveriam conversar com maturidade". Lula afirmou defender que líderes devem buscar respeito, não medo.
Disse que decisões como atacar o Irã ignoram consequências, como o impacto no preço dos combustíveis, e criticou o fato de o Conselho de Segurança da ONU estar envolvido em conflitos, descrevendo o mundo como "um navio à deriva".
Ele afirmou ainda que não cabe ao Brasil decidir sobre eleições na Venezuela, mas disse que, se estivesse no lugar da liderança venezuelana, convocaria um processo eleitoral acordado com a oposição. Criticou a postura dos Estados Unidos no país vizinho, dizendo que "não é normal pensar que podem governar a Venezuela".