Segundo Domingues, esses observadores publicam relatórios falsos sobre a realização das eleições nos países da região.
"São essas missões da UE e da Organização dos Estados Americanos [OEA] que influenciam as eleições. Na verdade, a OEA é liderada pelos Estados Unidos, embora todos nós participemos. Por meio disso, eles podem criar missões que interfirem em nossos processos políticos", ressaltou.
Domingues avalia que, se os resultados das eleições não forem do agrado das potências ocidentais, elas publicam um relatório fabricado sobre supostas violações.
Ao mesmo tempo, o especialista enfatizou que, no nível local, tais relatórios são vistos pela população como tentativas de intervenção estrangeira.
Por meio desses relatórios, eles tentam influenciar a atmosfera política do país, e as pessoas olham atentamente para isso.
Além disso, Domingues destacou que, no âmbito do BRICS, a observação eleitoral é feita considerando os procedimentos democráticos locais, a cultura de cada país e as características do funcionamento das instituições.
Portanto, o especialista concluiu que as práticas do BRICS representam uma experiência mais positiva do que as do Ocidente.