De acordo com a publicação, a estrutura de comunicação dos cachalotes consiste nas chamadas codas, que soam como uma série curta de cliques que lembram o código Morse. A estrutura desses sons é semelhante à estrutura do som da fala humana.
A análise desses cliques mostra que os cachalotes conseguem distinguir sons de vogais por cliques curtos ou alongados, bem como por tons ascendentes ou descendentes, usando padrões semelhantes a idiomas como o chinês (mandarim), o latim e o esloveno.
"A estrutura de comunicação dos cachalotes tem paralelos estreitos na fonética e na fonologia das línguas humanas, o que sugere uma evolução independente", diz o artigo.
David Gruber, fundador e presidente da Cetacean Translation Initiative (CETI), organização que estuda cachalotes na costa da Dominica, disse que os animais geralmente se comunicam em profundidades rasas, colocando suas cabeças uma contra a outra para distinguir claramente as mudanças nos cliques durante a "conversa".
"É como se você quisesse falar com alguém sobre um romance de Chaucer ou algo assim, você não gostaria de fazer isso estando em lados opostos de um estádio de futebol. Você gostaria de chegar bem perto para ter uma conversa realmente sofisticada", explicou o cientista.
Segundo os pesquisadores, a língua dos cachalotes é uma das mais complexas do mundo animal. O nível de dificuldade da linguagem dos cachalotes supera o dos papagaios e elefantes, tornando-a uma das mais próximas da língua humana.