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Ícone e maior nome do basquete brasileiro, Oscar Schmidt morre aos 68 anos

O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, após passar mal e ser levado para atendimento médico. Ídolo da seleção brasileira, ele enfrentava problemas de saúde nos últimos anos, incluindo um câncer no cérebro, e se recuperava de uma cirurgia.
Sputnik
Schmidt estava em casa, na cidade de Santana do Parnaíba, na região metropolitana de São Paulo, quando passou mal e foi encaminhado para o Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA). De acordo com a prefeitura, o ex-jogador já chegou na unidade sem vida após uma parada cardiorrespiratória (PCR).
A família lamentou a morte do ex-atleta, que deixa a esposa e dois filhos. "É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial e uma figura de imenso significado humano e esportivo. Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida", informou em nota.
Maior cestinha da história da seleção, com 7.693 pontos, Oscar construiu uma carreira marcada por protagonismo e números expressivos dentro e fora do Brasil.
O principal momento de sua trajetória ocorreu em 1987, quando liderou a vitória brasileira sobre os Estados Unidos na final dos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis. O resultado, de 120 a 115, em território norte-americano, entrou para a história do esporte.
Nascido em Natal (RN), Schmidt iniciou no basquete ainda jovem e ganhou projeção nacional nos anos seguintes. Ao longo de mais de duas décadas de carreira, atuou também no exterior, com destaque para o basquete italiano.
Em Jogos Olímpicos, participou de cinco edições, entre 1980 e 1996, e se tornou o maior cestinha da história da competição, com 1.093 pontos. Também registrou uma das maiores atuações individuais do torneio, com 55 pontos em uma partida.
Na fase final da carreira, já de volta ao Brasil, ampliou sua marca até atingir 49.737 pontos, consolidando seu nome entre os maiores jogadores da história do basquete mundial. Oscar se aposentou das quadras em 2003.
Em nota, o Ministério do Esporte manifestou profundo pesar pela morte do ex-jogador e citou o reconhecimento do ídolo como "Mão Santa", por conta da atuação brilhante nas quadras.
"Neste momento de dor, o Ministério do Esporte se solidariza com familiares, amigos, fãs e toda a comunidade esportiva, expressando suas mais sinceras condolências. Seu legado permanecerá eterno na história do esporte brasileiro e mundial", afirmou o governo brasileiro.
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