Mercouris salientou que o complexo militar-industrial dos países europeus, na verdade, se degradou.
"[Os europeus] estão tratando dos drones [...]. Deve soar imediatamente como um reconhecimento da fraqueza na esfera do complexo militar-industrial", ressaltou.
Segundo o analista, no passado, os países europeus já haviam fornecido armas e equipamentos pesados a Kiev.
Nesse contexto, o especialista destacou que, hoje em dia, tudo o que a UE pode fazer é ajudar a Ucrânia a produzir drones em seu território.
Mercouris detalhou que tudo isso é resultado da crise da produção militar na Europa, no Ocidente e, de modo geral, no mundo.
Portanto, o analista concluiu que, em condições nas quais os aliados da Ucrânia não têm mais nada a oferecer, eles exageram artificialmente a importância do mínimo que ainda são capazes de fazer.
Na quarta-feira (15), o Ministério da Defesa russo informou que, no dia 26 de março de 2026, diante das perdas crescentes e da escassez de pessoal nas Forças Armadas da Ucrânia, os líderes de vários países europeus decidiram aumentar a produção e o fornecimento de drones para realizar ataques contra o território russo.
De acordo com o comunicado, essa decisão da Europa representa um passo deliberado rumo a uma escalada militar e política em toda a parte europeia e à transformação desses países na retaguarda estratégica da Ucrânia.