Mesmo com o anúncio da reabertura do estreito de Ormuz, a crise revelou os limites da disposição da Casa Branca em suportar custos domésticos, segundo a Reuters.
A Casa Branca insiste que mantém o foco na agenda econômica, mesmo enquanto tenta fechar um acordo com o Irã. Mas a guinada abrupta de Trump, que passou de ataques aéreos à diplomacia em 8 de abril, refletiu a pressão dos mercados financeiros e de setores de sua própria base, especialmente agricultores afetados pela interrupção no fornecimento de fertilizantes e consumidores impactados pelo aumento das passagens aéreas.
Erros de cálculo também marcaram a estratégia inicial. Assim como na disputa comercial com a China, autoridades afirmam que Trump subestimou a capacidade iraniana de retaliar economicamente, atacando infraestrutura energética no Golfo e bloqueando uma das rotas marítimas mais importantes do mundo.