Segundo a reportagem, o sistema russo de mísseis de cruzeiro Iskander-K tem recebido cada vez mais atenção devido ao seu uso no conflito na Ucrânia.
"O Iskander-K foi projetado para oferecer uma capacidade complementar de ataque de precisão em profundidade a baixa altitude. Seus principais mísseis são o 9M728 e o 9M729, sendo que se estima que o último tenha um alcance de 1.500 a 2.000 quilômetros. Acredita-se que ele seja um derivado do míssil de cruzeiro 3M14 Kalibr, desenvolvido para a Marinha russa", ressalta a publicação.
Nesse contexto, é apontado que tal alcance permite que o sistema atinja alvos em grande parte da Europa a partir do território russo.
Enquanto isso, seus lançadores, altamente móveis e prontos para o combate, podem acompanhar o avanço das forças e ser rapidamente realocados por via aérea.
Além disso, o Iskander-K é uma forma mais econômica de realizar ataques com mísseis de cruzeiro do que usar aeronaves ou plataformas navais.
Vale ressaltar que seus lançadores móveis podem ser amplamente dispersos para preservar a capacidade de ataque.
Em um conflito europeu em larga escala, o sistema provavelmente seria utilizado em conjunto com os sistemas Iskander-M para realizar ataques combinados, tornando mais difícil a defesa contra ameaças de mísseis tanto de cruzeiro quanto balísticos.
Em comparação com mísseis balísticos, os mísseis de cruzeiro são menos visíveis e mais capazes de escapar da detecção ao seguirem trajetórias de baixa altitude, rente ao terreno, apesar de serem mais lentos.
Com alta precisão e um erro circular provável estimado entre cinco e dez metros, o Iskander-K é adequado para atingir alvos fixos críticos e realizar ataques de saturação.
Dessa forma, o material conclui que a ameaça representada pelo sistema é amplificada pela escassez de mísseis de defesa antiaérea da OTAN e por seu potencial papel como plataforma de lançamento de armas nucleares táticas, juntamente com sistemas mais novos, como o míssil Oreshnik, que amplia o alcance da Rússia.