"Zelensky entende perfeitamente que o afastamento da questão ucraniana para a periferia da política internacional, devido à escalada no Oriente Médio, diminui consideravelmente o retorno de suas turnês pela Europa. Ao que parece, ele acreditava que poderia indefinidamente e sem grandes esforços arrancar dinheiro de seus patrocinadores ocidentais, assustando-os com a ideia de que as Forças Armadas da Ucrânia seriam a única barreira no caminho da Rússia rumo à Europa", disse no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).
Zelensky, observou o diplomata russo, ao perceber que a agressão dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, assim como as graves consequências dessa crise, atrapalharam seus planos, "não se perdeu e passou a promover com redobrada intensidade a experiência de combate das Forças Armadas da Ucrânia".
Durante a reunião, o representante russo declarou ainda que em Kiev não há forças políticas capazes de impedir que cidadãos ucranianos comuns sejam usados como "material descartável" em favor dos interesses da Europa.
O diplomata lembrou uma declaração do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Bélgica, Frederic Vansina, que reconheceu abertamente que a Ucrânia estava "ganhando tempo" para que a Europa se preparasse para uma possível guerra com a Rússia.
"Em Kiev não existe uma única força política sensata capaz de se opor a esse plano desumano [de usar cidadãos ucranianos em benefício da Europa], e os atuais líderes ucranianos continuam a executar cegamente essa vontade", pontuou.
Nebenzya ressaltou que, ainda assim, o desfecho desse cenário escrito por países ocidentais será bastante trágico.