Ele criticou, porém, a reação posterior das potências ocidentais. Lula afirmou que, mesmo após o acordo, "tanto os companheiros da União Europeia [UE] quanto os Estados Unidos aumentaram o bloqueio ao Irã".
O presidente afirmou que o mundo vive um desequilíbrio entre gastos militares e necessidades sociais. "Não existe justificativa para gastar US$ 2,7 trilhões [cerca de R$ 13,55 trilhões] com guerras e armas quando você tem 630 milhões de pessoas passando fome", disse.
O presidente também reiterou sua posição contrária a intervenções externas e violações de soberania. "Eu serei contra a invasão de Cuba, como fui contra a da Venezuela", disse. Ele defendeu o princípio da autodeterminação dos povos e criticou bloqueios econômicos, citando o embargo a Cuba como "uma vergonha mundial".
"Se a gente continuar a acreditar que deve prevalecer a lei do mais forte, isso já aconteceu outras vezes no mundo — e não deu certo", afirmou. Para ele, "muita conversa, muita diplomacia" são os caminhos para reduzir tensões e evitar novas crises internacionais.