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'O mundo precisa de diálogo, não de guerra', diz Lula em declaração na Alemanha (VÍDEOS)

Em visita à Alemanha durante a Feira de Hanover, Lula afirmou que a redução de tensões globais depende do fim dos conflitos armados, defendeu reformas no Conselho de Segurança da ONU e criticou bloqueios e intervenções externas, dizendo que o mundo deveria priorizar paz, desenvolvimento e direitos humanos.
Sputnik
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (20), na Alemanha, em coletiva de imprensa que a solução para crises internacionais não passa por medidas paliativas, mas pelo fim das guerras.
Questionado sobre alternativas para reduzir tensões e impactos globais, respondeu que "a mais eficaz de todas é parar com essa guerra", argumentando que não há justificativa para o atual cenário de confrontos.
Lula relembrou negociações conduzidas em 2010, quando participou de tratativas com o Irã ao lado da Turquia. Segundo ele, o acordo firmado à época previa que Teerã não enriqueceria urânio para fins militares, mantendo parte do material sob custódia turca. O presidente afirmou que o entendimento foi aceito pelo governo iraniano após reuniões com autoridades do país. "Convenci o [Mahmoud] Ahmadinejad da necessidade de tranquilizar o mundo", disse.

Ele criticou, porém, a reação posterior das potências ocidentais. Lula afirmou que, mesmo após o acordo, "tanto os companheiros da União Europeia [UE] quanto os Estados Unidos aumentaram o bloqueio ao Irã".

Segundo ele, a proposta assinada pelo então presidente iraniano seguia parâmetros enviados pelo governo norte‑americano. "Nós convencemos Ahmadinejad a assinar a proposta sem saber que era do [Barack] Obama", declarou.

O presidente afirmou que o mundo vive um desequilíbrio entre gastos militares e necessidades sociais. "Não existe justificativa para gastar US$ 2,7 trilhões [cerca de R$ 13,55 trilhões] com guerras e armas quando você tem 630 milhões de pessoas passando fome", disse.

Ele citou ainda a falta de água potável, educação e condições básicas de vida para milhões de pessoas, defendendo que líderes globais priorizem "mais diálogo, mais conversa, mais multilateralismo".
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Lula voltou a defender a reforma do Conselho de Segurança da ONU (CSNU), afirmando que o órgão não pode permanecer restrito a cinco países com poder de veto.

O presidente também reiterou sua posição contrária a intervenções externas e violações de soberania. "Eu serei contra a invasão de Cuba, como fui contra a da Venezuela", disse. Ele defendeu o princípio da autodeterminação dos povos e criticou bloqueios econômicos, citando o embargo a Cuba como "uma vergonha mundial".

Lula concluiu dizendo que conflitos devem ser resolvidos por meios diplomáticos.

"Se a gente continuar a acreditar que deve prevalecer a lei do mais forte, isso já aconteceu outras vezes no mundo — e não deu certo", afirmou. Para ele, "muita conversa, muita diplomacia" são os caminhos para reduzir tensões e evitar novas crises internacionais.

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