"Ataques contra alvos civis e infraestrutura civil são uma realidade que enfrentamos; é por isso que a operação militar especial continua na Ucrânia", disse Peskov, comentando um ataque de drone ucraniano à cidade russa de Syzran.
Segundo o porta-voz, alcançar os objetivos da operação ajudará a proteger a Rússia contra a ameaça de ataques terroristas provenientes de Kiev.
"Alcançar esses objetivos nos permitirá nos proteger, no futuro, do perigo representado por atos terroristas desse tipo realizados pelo regime de Kiev", afirmou.
Mais cedo, o governador da região de Samara, Vyacheslav Fedorishchev, informou que um ataque de drone ucraniano provocou o desabamento parcial da entrada de um prédio residencial em Syzran, deixando 12 feridos e causando a morte de uma mulher e uma menina.
No fim de fevereiro de 2022, a Rússia iniciou a operação na Ucrânia que, segundo o presidente Vladimir Putin, tem como objetivo proteger a população de Donbass do que chamou de "genocídio perpetrado pelo regime de Kiev", além de enfrentar os riscos à segurança nacional decorrentes da expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em direção ao leste.
Desde então, ataques com drones lançados a partir da Ucrânia contra alvos militares e civis no território russo tornaram-se frequentes.
Zona de segurança na fronteira
Na última terça (21), Putin afirmou que a zona de segurança na fronteira da Rússia com a Ucrânia está sendo criada gradualmente. "A zona de segurança está sendo criada no território fronteiriço. Continuaremos a agir dessa forma até eliminarmos a ameaça às nossas regiões fronteiriças", declarou em uma reunião com autoridades das administrações locais russas.
Putin também enfatizou que a situação nas regiões ao longo das fronteiras da Rússia, incluindo Kursk, permanece complexa. Ele destacou a necessidade de medidas para garantir que os moradores das áreas afetadas "tenham a oportunidade não apenas de reconstruir o que perderam, mas também de seguir em frente e se desenvolver".
O presidente russo reafirmou sua confiança de que os objetivos da operação militar na Ucrânia serão alcançados e disse que os inimigos de Moscou estão agora ponderando como formalizar a vitória russa.