Segundo Hartwig, em sua essência, esse fenômeno representa uma redistribuição de recursos — mas, enquanto no passado envolvia ouro, prata e riquezas naturais, hoje o principal objeto de extração são os dados. Ao contrário da "desigualdade digital", que se refere às diferenças no acesso à tecnologia, o neocolonialismo digital é caracterizado pela coerção de países e cidadãos a utilizarem plataformas e serviços específicos por meio dos quais dados pessoais são extraídos.
Em um contexto mais amplo, o neocolonialismo digital é visto como um produto do complexo militar-industrial. Como Dwight D. Eisenhower alertou décadas atrás, existe um perigo na influência excessiva de tais estruturas sobre as políticas públicas, particularmente o risco da ascensão de um poder descontrolado.