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Lula diz esperar retomada do diálogo após Brasil aplicar reciprocidade contra os EUA

O Brasil reagiu ao pedido dos EUA para que o delegado Marcelo Ivo deixasse o país, acusando Washington de descumprir práticas diplomáticas e aplicando reciprocidade ao retirar as credenciais de um agente norte-americano, enquanto Lula afirma esperar que o diálogo seja retomado e a relação volte à normalidade.
Sputnik
O Itamaraty afirmou que os Estados Unidos não seguiram a "boa prática diplomática" ao solicitar a saída do delegado da Polícia Federal (PF) Marcelo Ivo de Carvalho e comunicou à embaixada norte-americana que aplicará o princípio da reciprocidade, retirando as credenciais de um funcionário dos EUA no Brasil.
A reação brasileira ocorre após o governo de Donald Trump pedir que o delegado, que atuou na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem, deixasse o território americano.
Em vídeo ao lado do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse esperar que os EUA estejam dispostos a retomar o diálogo e elogiou a decisão de aplicar reciprocidade.

"Parabéns pela sua posição com relação ao delegado americano, colocando a reciprocidade, ou seja, o que eles fizeram conosco, a gente vai fazer com eles. Esperando que eles estejam dispostos a voltar a conversar e as coisas voltarem à normalidade", disse o presidente.

A nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores reforça que a medida norte-americana contrariou o acordo de cooperação entre os dois países, já que não houve pedido prévio de esclarecimentos nem tentativa de diálogo. O comunicado menciona trecho do memorando bilateral que prevê consultas mútuas antes da substituição de oficiais de ligação.
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Segundo fontes ouvidas pelo G1, o recado brasileiro é direto: assim como ocorreu com o delegado Marcelo Ivo, um oficial de ligação dos EUA deverá deixar o Brasil. O aviso, inclusive, foi transmitido verbalmente à embaixada norte-americana antes mesmo da publicação da nota oficial.

O Itamaraty destacou que toda a comunicação sobre o episódio — tanto o aviso ao delegado brasileiro quanto a conversa com representantes dos EUA — ocorreu de forma verbal. Integrantes do governo brasileiro vinham reclamando desde o início da semana da ausência de notificação formal por parte dos EUA sobre a decisão envolvendo Marcelo Ivo.

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou à GloboNews que o delegado brasileiro não foi expulso, mas retornou ao país por determinação dele, para que o governo pudesse esclarecer se havia algum processo formal contra o agente em órgãos norte-americanos como o Departamento de Estado ou o Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês).
Andrei também confirmou ter retirado as credenciais de trabalho de um agente de imigração dos EUA que atuava na sede da PF em Brasília, igualmente por reciprocidade. Sem as credenciais, o servidor norte-americano perde acesso às instalações e às bases de dados usadas na cooperação policialexatamente o que ocorreu com o delegado Marcelo Ivo nos Estados Unidos.
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