"Absolutamente [defenderia a entrada do Peru nos BRICS]. Acho importante ter presença nesse mercado de integração", disse.
Ao comentar sobre a Rússia, afirmou que "não vetamos nem fechamos o comércio nem as relações diplomáticas com nenhuma bandeira".
"Acredito que o Peru precisa de soberania e se abrir a todos os espaços de integração comercial. Vejo com muito bons olhos o eixo de cooperação do Sul Global e o BRICS. Penso que é um espaço muito interessante", concluiu.
Em meio a eleição presidencial com número recorde de candidatos, os dados da Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) apontam que, com 94% das urnas apuradas, Sanchéz se consolida na segunda colocação do pleito e deve enfrentar a candidata Keiko Fujimori, que aparece na liderança. Porém, a vantagem para o terceiro colocado, Rafael López Aliga, é de apenas 20 mil votos até o momento.
As eleições foram marcadas por atrasos na apuração — que já se estendem por quase uma semana — e por falhas logísticas que impediram a abertura de seções eleitorais no horário previsto, afetando milhares de eleitores e levando à prorrogação inédita da votação. A Junta Nacional Eleitoral classificou os problemas como técnicos, enquanto a missão de observação da União Europeia apontou "sérias deficiências", embora sem identificar evidências de fraude.
A incerteza sobre os resultados também persiste. A secretária-geral do órgão eleitoral, Yessica Clavijo, afirmou que a previsão é que os dados presidenciais sejam conhecidos apenas "por volta de meados de maio", o que é necessário para definir a realização do segundo turno. Segundo ela, o atraso se deve à revisão das atas contestadas conduzida pelos jurados eleitorais espalhados pelo país.
Clavijo ressaltou ainda, de forma indireta, que o trabalho segue em ritmo intenso para dar clareza sobre quais candidaturas poderão disputar o segundo turno, destacando o esforço contínuo das autoridades eleitorais na análise dos votos.