Segundo a reportagem, os custos de reparo devem chegar a bilhões de dólares. As ofensivas atingiram depósitos, centros de comando, radares, hangares e aeronaves, em alguns casos forçando a evacuação de tropas e familiares.
Mais cedo, a emissora norte-americana informou ainda que Ocidente acredita que a posição do governo iraniano é agora mais estável do que era antes do ataque dos Estados Unidos e de Israel.
"Segundo disseram cinco funcionários, o regime agora é, por mais estranho que pareça, mais estável do que antes da guerra e se tornou um pouco mais duro", diz a publicação.
A reportagem afirma que, apesar da perda de muitos líderes do país e da destruição de muitas instalações militares, o Irã provavelmente se beneficiou politicamente dos ataques.
Na opinião dos representantes ocidentais, as ações dos EUA e de Israel prejudicaram a posição da chamada ala reformista dentro da liderança iraniana, cujos apoiadores acreditam que uma abordagem mais equilibrada nas relações com Washington traria benefícios a Teerã.
"Parece que os iranianos não estão com pressa para negociar", afirmam oficiais ocidentais com acesso a informações de inteligência sobre o Irã, conforme relata o canal de TV.
Além disso, o Ministério das Relações Exteriores iraniano já havia anunciado uma visita de seu chefe, Abbas Araghchi, ao Paquistão, bem como a Omã e à Rússia, para discutir os esforços destinados a acabar com o conflito com os EUA e Israel.
Em 28 de fevereiro, os dois países lançaram ataques contra alvos no Irã, causando danos e vítimas civis. Em 7 de abril, Washington e Teerã anunciaram um cessar-fogo de duas semanas.
As negociações posteriores em Islamabad terminaram sem resultados conclusivos. Embora não tenha sido anunciada a retomada das hostilidades, os EUA iniciaram um bloqueio aos portos iranianos.