Panorama internacional

China rejeita sanções da UE contra a Rússia que atingiram empresas do país e promete resposta

A China rejeitou nesta sábado (25) a inclusão de empresas chinesas no 20º pacote de sanções da União Europeia (UE) contra a Rússia e exigiu a retirada imediata dessas companhias da lista, informou o Ministério do Comércio do país.
Sputnik
Segundo o comunicado, o bloco europeu incluiu seis empresas chinesas na nova rodada de sanções antirrussas, ignorando repetidas manifestações e objeções de Pequim.
"A UE, ignorando as reiteradas gestões e objeções da China, incluiu de forma flagrante empresas chinesas no 20º pacote de sanções antirrussas. A China expressa forte descontentamento e firme oposição", afirmou o ministério.
Pequim também declarou que adotará medidas para proteger os direitos e interesses legítimos de suas empresas e alertou que a União Europeia arcará com todas as consequências.
"Tomaremos as medidas necessárias para proteger resolutamente os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas, e a UE assumirá total responsabilidade pelas consequências", acrescentou o órgão.
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Entre as empresas afetadas estão Brightmile, Yangzhou Yangjie Electronic Technology, ETS Solutions (China), Hunan Haotyanyi, Beijing Xichao International Technology and Trade e Shenzhen Yidian Aviation Technology.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, anunciou na última quinta-feira (23) a adoção definitiva do 20º pacote de sanções contra a Rússia.
De acordo com a base de dados Castellum.AI, desde o início da operação militar russa na Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022, já foram impostas cerca de 23.960 sanções individuais e setoriais contra Moscou.
O presidente russo, Vladimir Putin, afirma que a política de contenção contra a Rússia faz parte de uma estratégia de longo prazo do Ocidente e que as sanções têm impacto significativo na economia global.
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