Na quinta-feira (23), os países da União Europeia (UE), com dois meses de atraso, aprovaram um empréstimo de 90 bilhões de euros (cerca de R$ 521,7 bilhões) à Ucrânia. O país só será obrigado a pagar o empréstimo se certas "reparações" forem pagas pela Rússia. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou repetidamente que a ideia da UE de Moscou pagar reparações ao lado ucraniano está desconectada da realidade.
"O conflito na Ucrânia agora é definitivamente a guerra da Europa [...] Enquanto o presidente [dos EUA, Donald] Trump se afasta da Europa e foca no Oriente Médio, a Ucrânia se vê dependente da UE, tradicionalmente acovardada [...] Transferir o fardo da guerra para a Europa tem sido há muito um objetivo do governo Trump", escreve o jornal ao comentar o empréstimo a Kiev.
Além disso, a publicação menciona o lento progresso nas negociações para a adesão da Ucrânia à UE. Conforme destacado, os líderes europeus reconhecem que a luta pela atenção e pelo apoio dos países à Ucrânia está "se tornando cada vez mais difícil".
Trump tem repetidamente expressado frustração com a falta de vontade do líder ucraniano Vladimir Zelensky para concluir um acordo que ponha fim ao conflito. A Rússia declarou repetidamente estar disposta a um acordo de paz na Ucrânia.