Os presidenciáveis Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais, e Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás, sinalizaram neste sábado (25) uma aliança para impedir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de conquistar a reeleição no pleito deste ano. Ambos discursaram na abertura Expozebu, em Uberaba (MG), principal evento de pecuária nacional, que anualmente reúne lideranças do agronegócio.
Caiado sugeriu uma abordagem conciliadora no primeiro turno com Zema, afirmando ser uma oportunidade para o eleitor escolher o nome que vai para o segundo turno. Ele sinalizou um eventual apoio mútuo ao escolhido pelo eleitorado para permanecer na disputa e disse que a meta é "vencer o PT".
"Isso não é um enfrentamento. Isto é a oportunidade que nós estamos tendo em um vestibular em que o eleitor é o povo e vai dizer qual vai para o segundo turno. E o que for vai ter o apoio do outro e acabou. A nossa meta é vencer o PT em 2026, esse é o compromisso que nós temos com o país. E nós vamos botar o país em ordem", afirmou.
Zema seguiu a linha de discurso, citando uma "missão importantíssima" nas eleições de outubro de colocar "pessoas de bem" na presidência da República. Ele também fez críticas aos gastos públicos, à segurança pública e ao Judiciário.
"Que neste mês de outubro, nós temos uma missão importantíssima, como o Caiado disse: ou deixar o Brasil continuar nas mãos desses intocáveis, ou colocarmos pessoas do bem lá. Tenho certeza de que vamos avançar", disse Zema.
A Expozebu é organizada pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ). No evento, o presidente da associação Arnaldo Manuel de Souza Machado Borgesse dirigiu a Zema e Caiado, afirmando em discurso que conta com os dois presidenciáveis para discutir "com a devida seriedade" o fim da escala 6x1, uma das principais pautas do governo federal.
"Para o bom funcionamento da economia do setor produtivo do Brasil. Pedimos aos nossos parlamentares que apoiem contrariamente essa pauta tão nociva da nossa economia, com consequências graves e sem precedentes ao nosso agro", afirmou.
Outro que se dirigiu aos presidenciáveis foi o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Tirso Meirelles. Em discurso, ele criticou a proposta e disse que o país tem "outras prioridades" antes de debater a mudança na jornada de trabalho. Em seguida, ele elogiou Zema e Caiado por se lançarem na disputa pelo Planalto.
"Quero agradecer Caiado e Zema por vocês terem oferecido o nome de vocês para que nós possamos escutar vocês, para que nós possamos acompanhar os debates, para que nós possamos estruturar."