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Caiado lança pré-candidatura à Presidência pelo PSD, promete anistia e combate ao crime com IA
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O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, oficializou nesta segunda-feira (30) sua pré-candidatura à Presidência da República pelo Partido Social Democrata (PSD)... 30.03.2026, Sputnik Brasil
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O lançamento encerra a disputa interna que se estendeu por semanas e ganhou força definitiva após a saída de Ratinho Junior, até então o favorito, que decidiu permanecer no governo do Paraná e abriu caminho para o goiano.O presidente do PSD, Gilberto Kassab, justificou a escolha afirmando que Caiado tem "mais chances de chegar ao segundo turno".Caiado deixará o governo de Goiás na terça-feira (31) para se dedicar integralmente à campanha, conforme exige o prazo legal de desincompatibilização.No discurso de lançamento, o governador apoiou a candidatura na trajetória pessoal e no histórico de gestão.Médico formado e especializado em cirurgia da coluna vertebral, Caiado tem 76 anos, nasceu em Anápolis (GO) e acumula cinco mandatos de deputado federal, um de senador e dois de governador.Ele apresentou o índice de aprovação de 88% em Goiás como atestado de capacidade. "Ninguém atinge 88% se não vai fundo. Eu sou uma pessoa que aprendeu a cuidar de quem confia em mim."Esta será a segunda vez que Caiado concorre ao Palácio do Planalto. Em 1989, então líder da União Democrática Ruralista (UDR), foi candidato na primeira eleição direta após a redemocratização, ficando em décimo lugar, com menos de 1% dos votos.Trinta e sete anos depois, o adversário continua a ser o mesmo: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista coletiva após o evento, Caiado se apresentou como "terceira via" para superar a polarização e afirmou que ela "não é traço da política nacional", podendo ser "desativada por alguém que não é parte dela".Anistia ampla, geral e irrestritaCaiado afirmou que seu primeiro ato como presidente seria conceder "anistia geral, ampla e irrestrita" aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e pela tentativa de golpe de Estado, defendendo a medida como forma de pacificação do país.O aceno ao eleitorado bolsonarista, porém, veio acompanhado de uma alfinetada: sem citar o nome diretamente, o governador questionou a falta de experiência de gestão de adversários que pretendem aprender a governar "na cadeira".Uso de IA na segurançaNa área de segurança pública, Caiado disse que o narcotráfico "tem sob sua tutela quase 60 milhões de brasileiros e comanda grande parte do território brasileiro", e colocou em dúvida o status democrático do país diante desse cenário. "A conivência não pode ser assim. A complacência não pode ser admitida quando está em jogo a soberania do país", declarou.Como alternativa, apresentou o modelo goiano: a integração entre as polícias estadual, rodoviária e federal; o controle total dos presídios e o uso de inteligência artificial no combate ao crime organizado.Goiás registrou, segundo o governo estadual, quedas superiores a 90% em alguns tipos de roubo e acima de 60% nos homicídios desde 2018. "Bandido não tem sossego em Goiás. Temos a inteligência das nossas polícias e a integração de todas as fontes", disse.Crescimento do Brasil e da ChinaNo campo econômico, o governador traçou um diagnóstico histórico para justificar a urgência de um novo projeto nacional. Lembrou que, em 1980, o Brasil tinha participação no produto interno bruto (PIB) mundial equivalente à da Índia e da China, e que quatro décadas de atraso se devem à "falta de um comando, de um fundo de projetos e de um plano de governo".Ainda, prometeu reunir pelo PSD "as maiores cabeças de todas as regiões do país", a fim de elaborar uma agenda nacional.Ademais, citou avanços em Goiás como exemplos do que pode ser replicado: pesquisa e comercialização de terras raras e terras pesadas, marco regulatório de minerais críticos e um memorando de entendimento com os Estados Unidos.Política partidáriaCaiado também fez críticas diretas ao PT e ao Palácio do Planalto. Segundo ele, o partido não é mais opção em Goiás, São Paulo, Pará e Rio Grande do Sul, e que o desafio não é derrotá-lo nas urnas, "porque isso é fácil", mas sim "governar para que o PT não seja mais opção no país".O governador ainda defendeu sua experiência como diferencial para dialogar com os demais Poderes. "Saberá poder chamar o presidente da Câmara, do Senado, o Supremo, o Tribunal de Contas da União, o procurador-geral da República. Sentar e dizer: nossos problemas são esses, vamos enfrentá-los", declarou. Caiado citou ainda a taxa de juros como entrave central à competitividade, afirmando que qualquer empresário já parte com um "custo Brasil de 29%" sobre seus produtos.No encerramento, Caiado agradeceu a Ratinho Junior e a Eduardo Leite pela conduta durante a disputa interna. "Todos eles fizeram uma gestão competente em seus estados", disse.Leite, porém, criticou publicamente a decisão do PSD, afirmando que a escolha de Caiado mantém a polarização que ele tentava superar. "Embora essa decisão desencante a mim, como a tantos outros brasileiros, pela forma como insistem em fazer política no nosso país, eu não vou discutir essa decisão", declarou o gaúcho.Do lado governista, a ministra Gleisi Hoffmann avaliou que é muito difícil para qualquer nome da terceira via ocupar espaço em um cenário de polarização, embora tenha reconhecido que Caiado tem um perfil "mais agressivo".As pesquisas, porém, apresentam cenário difícil: Caiado oscila em torno de 3% a 4% das intenções de voto no primeiro turno e, nas simulações de segundo turno contra Lula, aparece com cerca de 32% a 36%, contra 44% a 46% do presidente.O principal desafio do governador, segundo analistas, é ampliar o reconhecimento nacional fora do Centro-Oeste, manter diálogo com o eleitorado bolsonarista sem ser absorvido pela pauta do ex-presidente e convencer setores moderados de que vai além do perfil de líder ruralista.Vale ressaltar que a candidatura ainda precisa ser confirmada em convenção nacional do PSD, prevista para o meio do ano.
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Caiado lança pré-candidatura à Presidência pelo PSD, promete anistia e combate ao crime com IA
19:06 30.03.2026 (atualizado: 20:14 30.03.2026) O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, oficializou nesta segunda-feira (30) sua pré-candidatura à Presidência da República pelo Partido Social Democrata (PSD) em evento na sede do partido em São Paulo (SP).
O lançamento encerra a disputa interna que se estendeu por semanas e ganhou força definitiva após a
saída de Ratinho Junior, até então o favorito, que decidiu permanecer no
governo do Paraná e abriu caminho para o goiano.
O
presidente do PSD, Gilberto Kassab, justificou a escolha afirmando que Caiado tem "mais chances de chegar ao segundo turno".
Caiado deixará o governo de Goiás na terça-feira (31) para se dedicar integralmente à campanha, conforme exige o prazo legal de desincompatibilização.
No discurso de lançamento, o governador apoiou a candidatura na trajetória pessoal e no histórico de gestão.
"Não se governa pelo discurso, se governa pelo exemplo", afirmou, acrescentando que "nunca desonrou o voto dos seus eleitores" ao longo dos mandatos como deputado federal, senador e governador.
Médico formado e especializado em cirurgia da coluna vertebral, Caiado tem 76 anos, nasceu em Anápolis (GO) e acumula cinco mandatos de deputado federal, um de senador e dois de governador.
Ele apresentou o índice de aprovação de 88% em Goiás como atestado de capacidade. "Ninguém atinge 88% se não vai fundo. Eu sou uma pessoa que aprendeu a cuidar de quem confia em mim."
Esta será a segunda vez que Caiado concorre ao Palácio do Planalto. Em 1989, então líder da União Democrática Ruralista (UDR), foi candidato na primeira eleição direta após a redemocratização, ficando em décimo lugar, com menos de 1% dos votos.
Trinta e sete anos depois, o adversário continua a ser o mesmo: o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista coletiva após o evento, Caiado se apresentou como "terceira via" para superar a polarização e afirmou que ela "não é traço da política nacional", podendo ser "desativada por alguém que não é parte dela".
Anistia ampla, geral e irrestrita
Caiado afirmou que
seu primeiro ato como presidente seria conceder "anistia geral, ampla e irrestrita" aos condenados pelos
atos de 8 de janeiro de 2023 e pela tentativa de golpe de Estado, defendendo a medida como forma de pacificação do país.
O aceno ao eleitorado bolsonarista, porém, veio acompanhado de uma alfinetada: sem citar o nome diretamente, o governador questionou a falta de experiência de gestão de adversários que pretendem aprender a governar "na cadeira".
"Vai saber governar ou vai querer aprender a governar na cadeira? O meu grande desafio é não deixar que meu filho suba muitos degraus de uma vez", disse em referência indireta ao senador Flávio Bolsonaro (PL), também pré-candidato.
Na área de segurança pública, Caiado disse que o narcotráfico "tem sob sua tutela quase 60 milhões de brasileiros e comanda grande parte do território brasileiro", e colocou em dúvida o status democrático do país diante desse cenário. "A conivência não pode ser assim. A complacência não pode ser admitida quando está em jogo a soberania do país", declarou.
Como alternativa, apresentou o modelo goiano: a integração entre as polícias estadual, rodoviária e federal; o controle total dos presídios e o
uso de inteligência artificial no combate ao crime organizado.
Goiás registrou, segundo o governo estadual, quedas superiores a 90% em alguns tipos de roubo e acima de 60% nos homicídios desde 2018. "Bandido não tem sossego em Goiás. Temos a inteligência das nossas polícias e a integração de todas as fontes", disse.
Crescimento do Brasil e da China
No campo econômico, o governador traçou um diagnóstico histórico para justificar a urgência de um novo projeto nacional. Lembrou que, em 1980, o Brasil tinha participação no produto interno bruto (PIB) mundial equivalente à da Índia e da China, e que quatro décadas de atraso se devem à "falta de um comando, de um fundo de projetos e de um plano de governo".
Ainda, prometeu reunir pelo PSD "as maiores cabeças de todas as regiões do país", a fim de elaborar uma agenda nacional.
Ademais, citou avanços em Goiás como exemplos do que pode ser replicado: pesquisa e comercialização de terras raras e terras pesadas, marco regulatório de minerais críticos e um memorando de entendimento com os Estados Unidos.
"Não seremos exportadores de matéria-prima bruta. Vamos buscar junto à academia, à pesquisa e à indústria aquilo que é a demanda do mundo", afirmou.
Caiado também fez críticas diretas ao PT e ao Palácio do Planalto. Segundo ele, o partido não é mais opção em Goiás, São Paulo, Pará e Rio Grande do Sul, e que o desafio não é derrotá-lo nas urnas, "porque isso é fácil", mas sim "governar para que o PT não seja mais opção no país".
O governador ainda defendeu sua experiência como diferencial para dialogar com os demais Poderes. "Saberá poder chamar o presidente da Câmara, do Senado, o Supremo, o Tribunal de Contas da União, o procurador-geral da República. Sentar e dizer: nossos problemas são esses, vamos enfrentá-los", declarou. Caiado citou ainda a taxa de juros como entrave central à competitividade, afirmando que qualquer empresário já parte com um "custo Brasil de 29%" sobre seus produtos.
No encerramento, Caiado agradeceu a Ratinho Junior e a Eduardo Leite pela conduta durante a disputa interna. "Todos eles fizeram uma gestão competente em seus estados", disse.
Leite, porém, criticou publicamente a decisão do PSD, afirmando que a escolha de Caiado mantém a polarização que ele tentava superar. "Embora essa decisão desencante a mim, como a tantos outros brasileiros, pela forma como insistem em fazer política no nosso país, eu não vou discutir essa decisão", declarou o gaúcho.
Do lado governista, a
ministra Gleisi Hoffmann avaliou que é muito difícil para qualquer nome da terceira via ocupar espaço em um cenário de polarização, embora tenha reconhecido que Caiado tem um perfil "mais agressivo".
As pesquisas, porém, apresentam cenário difícil: Caiado oscila em torno de 3% a 4% das intenções de voto no primeiro turno e, nas simulações de segundo turno contra Lula, aparece com cerca de 32% a 36%, contra 44% a 46% do presidente.
O principal desafio do governador, segundo analistas, é ampliar o reconhecimento nacional fora do Centro-Oeste, manter diálogo com o eleitorado bolsonarista sem ser absorvido pela pauta do ex-presidente e convencer setores moderados de que vai além do perfil de líder ruralista.
Vale ressaltar que a candidatura ainda precisa ser confirmada em convenção nacional do PSD, prevista para o meio do ano.
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