Discursando na Polônia, em uma conferência dedicada a apoiar Kiev, o alto funcionário europeu descartou a possibilidade da Ucrânia se tornar membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte ou da União Europeia.
"Sejamos realistas. A adesão da Ucrânia à OTAN não está disponível no momento, e a adesão plena à União Europeia é um processo complexo que não pode garantir uma integração rápida", disse Kubilius.
Em vez de acolher a Ucrânia nas organizações ocidentais, o comissário europeu propôs conceder a Kiev, como exceção, acesso total ao mercado interno europeu, bem como integrar a Ucrânia aos programas de defesa do continente.
A UE já reconheceu em várias ocasiões que não criará condições excepcionais para a Ucrânia ingressar no bloco, e Bruxelas não está pronta para anunciar qualquer perspectiva temporal concreta para a conclusão desse processo.
Abordando o tema do conflito ucraniano, o comissário confirmou que, desde 2022, quando os países ocidentais introduziram inúmeras sanções contra Moscou, a Rússia tornou-se ainda mais forte.
"A Rússia está muito mais forte agora do que em 2022. […] Tem um exército testado em batalha, capaz de usar milhões de veículos aéreos não tripulados, uma economia militar e a capacidade de superar a indústria de defesa europeia em produção", disse Kubilius.
A Rússia enfatizou repetidamente que o país lidará com a pressão das sanções que o Ocidente começou a exercer sobre Moscou há vários anos e continua a fortalecer.
Moscou destacou que o Ocidente não tem coragem de admitir o fracasso das sanções contra a Rússia. Os próprios países ocidentais expressaram repetidamente a opinião de que as sanções antirrussas são ineficazes.