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Mídia: base governista prevê disputa apertada para aprovar Messias ao STF em meio à pressão no Senado

O governo Lula intensificou as articulações para garantir a aprovação de Jorge Messias ao STF, em meio à resistência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A estratégia envolve negociações sobre cargos em agências reguladoras e a liberação de emendas RP2, em uma tentativa de melhorar o clima político antes da votação.
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De acordo com a Folha de S.Paulo, a ofensiva do governo de Luiz Inácio Lula da Silva é liderada por José Guimarães, novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, que busca reconstruir pontes com Alcolumbre. O senador, porém, ainda demonstra incômodo por Lula não ter indicado Rodrigo Pacheco ao Supremo, embora tenha reduzido ações explícitas contra Messias.
Guimarães e Alcolumbre têm discutido a divisão de vagas em órgãos como Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Agência Nacional de Mineração (ANM) e o Serviço Geológico do Brasil. Paralelamente, parlamentares relatam aumento no empenho de verbas extras, usadas para atender bases eleitorais e melhorar o ambiente no Senado.

O governo tenta viabilizar um encontro entre Messias e Alcolumbre, visto como gesto simbólico capaz de consolidar votos. Pacheco, embora preterido, não tem atuado contra o indicado e mantém alinhamento com o Planalto, de olho em sua candidatura ao governo de Minas Gerais, segundo a apuração.

A base governista chegou a projetar até 48 votos para Messias, mas percebeu certa desmobilização nos últimos dias. Ainda assim, calcula ao menos 45 votos — acima dos 41 necessários. Alcolumbre, segundo aliados, não tem sido diretamente contemplado nas negociações, já que não atua a favor da indicação.
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Relator apoia indicação de Jorge Messias ao STF; sabatina no Senado ocorre no fim de abril
A oposição tenta barrar Messias para desgastar o governo. PL, Novo e Avante fecharam posição contrária, reduzindo o apelo do indicado junto ao eleitorado evangélico. Parte da frente evangélica também se posicionou contra, embora nomes como Eliziane Gama e Dra. Eudócia apoiem o atual advogado-geral da União (AGU).

Esse cenário alimenta a aposta de senadores bolsonaristas em uma rejeição, o que seria um revés histórico — a última negativa a um indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) ocorreu em 1894. A votação, portanto, é tratada como de alto risco pelo Planalto.

Messias, por outro lado, conta com o apoio do ministro André Mendonça, que também enfrentou resistência de Alcolumbre em sua indicação. O magistrado tem atuado para reduzir a rejeição ao nome do AGU entre senadores conservadores, em uma disputa que segue aberta.
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