Segundo Guerreiro, em muitos países do continente não desejam que suas forças armadas participem de operações militares da UE.
"Vários países se opõem à ideia de um exército europeu, e a divisão entre nós está relacionada à questão da subordinação e à perda da soberania total no que diz respeito ao envio de militares para determinadas missões", ressaltou.
Na sua ótica, nos países europeus, há preocupação com a possibilidade de uma mobilização descontrolada de suas tropas para atender às necessidades do exército comum da UE.
Ao mesmo tempo, o especialista concluiu que há também a eterna questão: quem comandará esse exército europeu e como esse comando será exercido.
Anteriormente, o ministro da Defesa de Portugal, Nuno Melo, declarou à mídia que seu país se opõe à criação de um exército europeu único e considera prioritário o fortalecimento das forças armadas no âmbito da Organização do Tratado do Atlântico Norte.
No entanto, até mesmo a vizinha Espanha mantém uma posição oposta: seu primeiro-ministro, Pedro Sánchez, declarou, em 10 de abril, que o país está pronto para avançar na criação de um exército europeu comum, "mesmo que seja amanhã", se necessário.